Delegada é presa suspeita de receber R$ 50 mil para vazar informações ao PCC

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa suspeita de repassar informações sigilosas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação aponta que ela teria recebido R$ 50 mil de uma liderança da facção em troca de dados restritos e de possíveis benefícios a integrantes do grupo criminoso.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Sinalagma, que também resultou na detenção de Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como um dos chefes da organização criminosa. Ele foi preso no Recife, em Pernambuco.
Segundo as investigações, a delegada teria utilizado sistemas internos da Polícia Civil para consultar e compartilhar informações confidenciais com o suspeito. Ela também é investigada por supostamente oferecer proteção institucional a membros da facção.
As apurações indicam que a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 14 bilhões em atividades relacionadas ao tráfico de drogas nos estados do Pará, Amazonas, Acre e Pernambuco.
A operação prevê o cumprimento de três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além de medidas judiciais para sequestrar bens e bloquear recursos financeiros dos investigados.
Como a investigação começou
As apurações tiveram início em janeiro de 2025, após a prisão de Renato Henrique do Carmo na Região Metropolitana do Recife. A análise de informações obtidas durante a investigação levou os policiais a aprofundar as suspeitas sobre possíveis conexões entre o líder criminoso e a delegada.
De acordo com os investigadores, a relação entre os dois teria começado em 2024, quando Renato foi detido no Pará com um documento falso e acabou sendo liberado.
O caso investiga possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda dependem do andamento das investigações e da apuração judicial.



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