Delegada detalha operação que mira finanças do CV e bloqueia R$ 100 milhões na Bahia

A delegada Arislene Almeida, do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD), detalhou os resultados da Operação Maré Vermelha, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia com o objetivo de enfraquecer financeiramente uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
Segundo a delegada, a investigação identificou um esquema de lavagem de dinheiro operado por integrantes do Comando Vermelho, que utilizavam empresas de fachada e terceiros para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas. A estratégia permitia que o dinheiro do tráfico fosse reinserido na economia formal, fortalecendo a atuação da facção.
As ações tiveram como principal foco o Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, além do bairro do Uruguai, municípios do interior baiano e outros estados do país. Entre os alvos está um dos principais investigados da organização, que estaria escondido no Rio de Janeiro e é considerado peça-chave do esquema criminoso.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Ao todo, 16 pessoas foram presas, sendo que três delas acabaram autuadas em flagrante.
De acordo com as investigações, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores ligados ao grupo criminoso. O montante corresponde à movimentação financeira identificada ao longo de dois anos de apuração policial.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie, armas, drogas e equipamentos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as investigações. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar outros envolvidos e ampliar a responsabilização dos integrantes da organização criminosa.



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