Débora Regis diz que Câmara recupera normalidade após prisão de ex-presidente por agredir mulher
A declaração da gestora aconteceu nesta terça-feira (22), durante a Convenção Partidária do União Brasil

Débora Regis (UB), prefeita de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), afirmou que a Câmara Municipal está retomando a normalidade após a saída do vereador e então presidente da Casa, João Raimundo Damascena dos Santos, conhecido como Juca, preso sob a acusação de agredir fisicamente a ex-companheira.
A declaração da gestora aconteceu nesta terça-feira (22), durante a Convenção Partidária do União Brasil, que oficializou a candidatura de ACM Neto (UB) ao Governo da Bahia.
Segundo Débora, os parlamentares de Lauro de Freitas se reuniram e elegeram um novo presidente. A prefeita disse que o funcionamento do Legislativo começa a ser restabelecido. “Depois que ele saiu, todos os vereadores se reuniram e elegeram um novo vereador para ser presidente da Câmara. Aos poucos, as coisas estão se normalizando na cidade”, disse.
Sobre o caso do ex-presidente, a prefeita afirmou que não cabe a ela fazer julgamentos e deixou que a Justiça faça o julgamento. “Eu não tô aqui nem pra julgar a atitude dele, até porque a gente sabe o que de fato ocorreu, onde a própria delegada tirou do inquérito a possibilidade de enquadrá-lo na Lei Maria da Penha. Então, vamos pra cima, porque a Justiça com certeza vai dar a resposta se ele é inocente ou não”, afirmou.
O vereador Nilton Sapucaia (UB) é o atual presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. Ele foi eleito por unanimidade no dia 11 de julho de 2026, após a renúncia de Juca.
Relembre o caso
O vereador e então presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, João Raimundo Damascena dos Santos, conhecido como Juca, foi preso em flagrante no dia 26 de junho de 2026, sob a acusação de agredir fisicamente a ex-companheira.
O episódio ocorreu em um estabelecimento comercial no bairro da Pituba, em Salvador. Segundo as investigações, a agressão foi presenciada por um juiz que estava no local e acionou a Polícia Militar. Além da denúncia de violência doméstica, o parlamentar também foi autuado por desacato aos policiais.
Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. No entanto, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade no dia 14 de julho, após decisão da Justiça.



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