“Conseguimos salvar muitas vidas dessa forma”, diz Jaques Wagner ao defender regulação
m entrevista, senador afirmou que a Central Estadual de Regulação atende a maior parte dos pedidos em até 72 horas e citou investimentos em hospitais e policlínicas

O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu o sistema de regulação da saúde da Bahia e afirmou que a fila deve ser vista como um mecanismo de acesso a procedimentos e cirurgias. A declaração foi dada nesta segunda-feira (24), durante entrevista à Rádio Clube FM de Santo Antônio de Jesus.
Segundo Wagner, 70% dos pedidos recebidos diariamente pela Central Estadual de Regulação são atendidos em até 24 horas. O senador afirmou ainda que nove em cada dez pacientes são regulados em até 72 horas.
“A regulação é, na verdade, a fila da vida, porque é por ela que você consegue uma cirurgia. Conseguimos salvar muitas vidas dessa forma”, declarou.
Ao comentar as dificuldades enfrentadas na regulação em Salvador, Wagner atribuiu parte da pressão sobre a rede estadual à quantidade de hospitais municipais disponíveis na capital. Ele comparou a estrutura de Salvador com a de outras capitais nordestinas de população semelhante.
“Um acidente de carro, uma queda de moto, qualquer coisa desse tipo, tem que levar para uma emergência estadual. Uma pessoa que poderia ser atendida num hospital municipal de média complexidade acaba sendo empurrada para o hospital estadual”, afirmou.
O senador também defendeu uma maior integração entre as redes municipal e estadual para distribuir melhor a demanda por atendimento de saúde.
“Se o grupo que dirige Salvador cumprisse seu papel, isso pouparia o hospital de alta complexidade de receber casos que não têm essa complexidade toda”, acrescentou.
Expansão da saúde no interior
Ao abordar as ações do governo estadual, Wagner destacou a ampliação da oferta de serviços especializados fora de Salvador. Segundo o senador, a expansão da rede permitiu que procedimentos antes concentrados na capital passassem a ser realizados em outras regiões.
“Até eu chegar ao governo, no interior não tinha uma operação de coração, uma operação neurológica, um tratamento de câncer — e até mesmo uma hemodiálise era difícil”, afirmou.
Wagner citou ainda a implantação de 27 policlínicas e a construção de 15 novos hospitais como exemplos da expansão da estrutura de saúde no estado.
“Hoje, posso dizer que temos 27 policlínicas, que são centros de diagnóstico de primeiro mundo, e 15 novos hospitais, com direito a tudo de mais moderno”, concluiu.



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