Com dois baianos, grupo quer formar a “bancada da macumba” na Câmara dos Deputados
Coletivo reúne candidatos do PSOL que defendem maior participação dos povos de terreiro nas decisões políticas do país

Um grupo de candidatos do PSOL lançou uma articulação nacional para tentar ampliar a presença das religiões de matriz africana no Congresso Nacional. Batizado de “bancada da macumba”, o movimento reúne, até o momento, seis postulantes à Câmara dos Deputados, entre eles dois representantes da Bahia.
A proposta do coletivo é fortalecer a participação dos povos de terreiro na política institucional, defendendo que praticantes das religiões de matriz africana também ocupem espaços de decisão e contribuam diretamente para a elaboração de leis e políticas públicas.
Grupo defende maior representação política
Segundo os integrantes da articulação, o objetivo é fazer com que representantes das religiões de matriz africana deixem de ser lembrados apenas em ações pontuais e passem a participar das decisões que impactam a sociedade.
Em manifesto divulgado pelo grupo, os candidatos afirmam que os povos de terreiro não podem continuar sendo tratados apenas como objeto de homenagens, pesquisas, manifestações folclóricas ou políticas específicas, mas devem integrar os debates sobre orçamento público, legislação e outras pautas nacionais.
“Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais, sem participação efetiva nas decisões. É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política”, afirmam os candidatos.
Bahia tem dois representantes na articulação
Além de religiosos de matriz africana, a proposta também prevê a participação de pesquisadores, educadores e pessoas ligadas à defesa das tradições dos povos de terreiro.
Atualmente, o grupo é formado por seis candidaturas à Câmara dos Deputados:
- Mãe Bernadete de Oxóssi (Bahia);
- Wesley Mendes (Bahia);
- Adriano Fiúza (Distrito Federal);
- Mãe Su de Nanã (São Paulo);
- Renato Fonseca (Pernambuco);
- Ariane Magalhães (Rio de Janeiro).
A expectativa do coletivo é ampliar a representatividade das religiões de matriz africana na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.



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