Cezar Leite detona suposto tratamento desigual da Justiça brasileira

O vereador Cezar Leite utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Salvador para criticar o que classificou como tratamento desigual da Justiça brasileira. Durante discurso no plenário, o parlamentar afirmou que existe diferença entre a forma como cidadãos comuns e pessoas influentes são tratados no país.
Uma das principais vozes da direita bolsonarista na Bahia, Cezar Leite também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal e cobrou mais transparência nas relações entre autoridades e empresários.
“Mas o grande problema que a gente vê hoje é que no Brasil existem, parece, justiças diferentes. Uma para o povo e outra a justiça para os poderosos”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o vereador citou episódios envolvendo autoridades do Judiciário e questionou situações que, segundo ele, deveriam ser melhor esclarecidas à população. Entre os pontos levantados, Cezar Leite mencionou possíveis conflitos de interesse relacionados a contratos com o Banco Master.
“Eu não acho razoável a mulher de um ministro que tem interesse direto em contratos com o Banco Master receber três milhões e meio de salário. Isso é conflito de interesse e precisa ser explicado”, declarou.
O parlamentar também criticou encontros entre autoridades e empresários e afirmou que, enquanto processos envolvendo pessoas comuns costumam avançar rapidamente, casos que envolvem figuras influentes muitas vezes não recebem a Lima atenção.
“Se qualquer um de nós tivermos qualquer processo aqui, há de você ter o contato do telefone ou encontrar num barzinho um juiz ou alguém da polícia. O processo vai caminhar rapidamente e você vai ser punido porque você não tem dinheiro, você não tem poder. O povo brasileiro não tem poder”, disse.
Durante a fala, o vereador citou ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, defendendo que é necessário maior posicionamento diante das denúncias e questionamentos que vêm sendo levantados.
“O silêncio mata cada um de nós brasileiros, porque no final das contas é o dinheiro do povo que está indo para esse tipo de festinha que está acontecendo no Brasil”, afirmou.
O vereador também mencionou, nesta semana, que investigações apontam conexões de Augusto Lima com o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner. Augusto Lima, ex-sócio do Master, comprou a estatal baiana EBAL (Cesta do Povo) em 2018 e criou o Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores baianos.



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