Cesta básica dispara de novo em Salvador e já pesa quase metade do salário mínimo
Quarto aumento seguido eleva custo para R$ 624 e pressiona ainda mais o bolso do trabalhador

O custo da cesta básica voltou a subir em Salvador e já preocupa quem sente o impacto direto no bolso. Em abril de 2026, o valor chegou a R$ 624,01 — um aumento de 2,36% em relação a março, o equivalente a R$ 14,41 a mais. Este é o quarto reajuste consecutivo registrado na capital baiana.
O levantamento é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que analisou 3.325 preços em 92 estabelecimentos comerciais.
Alta espalhada: maioria dos produtos mais caros
Dos 25 itens que compõem a cesta, 17 ficaram mais caros no período. Entre os maiores aumentos, chamam atenção:
- Cenoura (32,27%)
- Queijo muçarela (17,67%)
- Tomate (17,10%)
- Cebola (16,91%)
- Flocão de milho (14,61%)
Também registraram alta produtos como leite, feijão, ovos, óleo de soja, pão francês e carne.
Quedas não seguram o avanço
Apesar da pressão generalizada, oito itens tiveram redução de preço. Entre eles:
- Banana prata (-18,79%)
- Batata inglesa (-13,54%)
- Arroz (-2,91%)
- Café moído (-2,75%)
Outros produtos, como frango, linguiça calabresa e maçã, também apresentaram leve queda, mas não o suficiente para conter o avanço do custo total.
Almoço e café da manhã puxam os preços
Os alimentos mais tradicionais do dia a dia foram os principais responsáveis pela alta.
O conjunto de itens do almoço — como feijão, arroz, carnes, farinha, tomate e cebola — subiu 5,01% e representa 37,86% do valor total da cesta.
Já os produtos típicos do café da manhã em Salvador, como café, leite, pão, manteiga, queijos e flocão, tiveram aumento de 4,12%, respondendo por 33,54% do custo.
Quanto custa trabalhar para comer
Com a nova alta, o impacto no orçamento ficou ainda mais evidente.
Um trabalhador de Salvador precisa dedicar 91 horas e 33 minutos de trabalho para conseguir comprar uma cesta básica. Isso corresponde a 41,62% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, já com desconto da contribuição previdenciária.
Na prática, quase metade do salário vai direto para garantir o básico na mesa.



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