Caso Brenda: suspeito confessa disparo que matou estudante e tem prisão preventiva decretada

A Justiça decretou, nesta quarta-feira (9), a prisão preventiva de Ricardo Neri Melo Júnior, de 24 anos, apontado pela Polícia Civil como autor do disparo que matou a estudante de Direito Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, durante uma tentativa de assalto no bairro do Imbuí, em Salvador.
Ricardo passou por audiência de custódia no Fórum de Sussuarana e, com a decisão judicial, permanecerá preso. A previsão é de que ele seja encaminhado para a Penitenciária Lemos Brito, no Complexo da Mata Escura.
Segundo as investigações, o suspeito se apresentou espontaneamente ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) na segunda-feira (7), acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, ele confessou ter efetuado o disparo que atingiu Brenda, mas afirmou que o tiro teria sido acidental.
O crime aconteceu por volta das 2h50 do domingo (6), na Avenida Jorge Amado. Brenda estava na garupa da motocicleta conduzida pelo namorado quando os dois foram abordados por um homem armado. Conforme a investigação, o suspeito teria exigido o celular da jovem e, após uma reação, efetuado o disparo que atingiu o rosto da estudante.
Brenda chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A estudante era filha de dois policiais militares. A mãe, sargento Rose Tatiane dos Santos Alves, integra a Polícia Militar da Bahia, enquanto o pai também é sargento da corporação, atualmente na reserva.
Motocicleta localizada
Após a apresentação do suspeito, equipes do Batalhão Apolo e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) localizaram a motocicleta que teria sido utilizada no crime, no bairro de Sussuarana Nova.
O veículo estava registrado em nome da mãe de Ricardo e não possuía restrição por roubo. A arma utilizada no assassinato, entretanto, ainda não foi encontrada. Segundo informações repassadas à polícia, o suspeito teria afirmado que jogou o armamento na Avenida Paralela.
A Polícia Civil também apura se outras pessoas participaram do crime. Um homem chegou a ser conduzido ao DEIC durante as primeiras diligências, mas foi liberado após os investigadores descartarem, até o momento, sua ligação com o caso.
Ainda segundo a investigação, Ricardo já havia sido preso em 2024 pelo Batalhão Apolo. Na ocasião, ele estaria com uma motocicleta roubada e utilizando uma placa clonada.
O caso é investigado pelo DEIC como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. As diligências continuam para esclarecer a dinâmica do crime e verificar uma possível participação de comparsas.



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