Bruno Reis rebate Rui Costa e diz que saúde estadual vive “caos”

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reagiu nesta segunda-feira (4) às críticas da oposição e aos ataques direcionados à primeira-dama, Rebeca Cardoso. Durante o lançamento da campanha Maio Laranja, o gestor acusou o ex-ministro Rui Costa (PT) de manipular dados para atacar a gestão municipal, enquanto a rede estadual de saúde, segundo ele, enfrenta um colapso administrativo com atrasos salariais e falhas graves na regulação.
Bruno Reis rebateu as declarações de Rui sobre o atendimento materno-infantil na capital, lembrando que o grupo petista não entregou unidades desse tipo na cidade em duas décadas. “Ouvi declarações do ex-ministro Rui Costa, que faz política faltando com a verdade, mentindo, inventando números, falando da nossa maternidade. Eles não construíram uma maternidade em Salvador em 20 anos”, disse o prefeito, destacando que a nova Maternidade e Hospital da Criança já realizou 154 atendimentos, sendo a maioria de pacientes vindos do interior baiano que não encontraram suporte na rede do Estado.
O prefeito também denunciou a crise financeira que atinge as unidades sob gestão do Governo da Bahia, citando que dez hospitais estaduais estão com médicos sem receber salários. “Na maternidade José Maria Magalhães, os profissionais já ameaçam entrar em greve. Isso é reflexo da incompetência da Secretaria de Saúde e do governo”, afirmou Reis, completando que o “abarrotamento” das UPAs municipais é consequência direta da ineficiência da regulação estadual, que deixa pacientes represados à espera de vagas em hospitais de alta complexidade.
Ao defender os indicadores de sua gestão, Bruno ressaltou que a cobertura da atenção básica saltou de 18%, na época em que o PT administrava a cidade, para os atuais 70%. “O que falta ao governo é capacidade de reconhecer que o problema existe para buscar soluções. Quando prefere negar e atacar, é porque não tem respostas para dar ao povo”, pontuou. Segundo ele, o município hoje supre lacunas históricas deixadas pelo Estado, operando três hospitais próprios onde antes não havia nenhum.
Sobre o vídeo gravado por sua esposa, Rebeca Cardoso, alertando para um surto de dengue em Uauá, Bruno Reis classificou as críticas como uma tentativa de desviar o foco da tragédia humana na região. “Minha esposa falou como cidadã. Há mais de dez dias a cidade enfrenta um surto de dengue, com casos de dengue hemorrágica e pessoas em situação desesperadora, sem conseguir regulação. Ao invés de apresentar soluções, preferem atacar”, disse Bruno Reis.



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