Bruno Reis diz que Prefeitura não pode ficar “de braços cruzados” diante da violência
Prefeito destacou que a segurança pública é atribuição estadual, mas afirmou que Salvador seguirá adotando medidas próprias de prevenção e combate à violência

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, relacionou o lançamento do Salvador Segura, programa municipal de videomonitoramento inteligente apresentado nesta quinta-feira (30), à necessidade de ampliar as ações de prevenção e combate à violência na capital baiana.
Durante o evento, o prefeito destacou que a segurança pública é uma atribuição compartilhada entre os diferentes níveis de governo, conforme as competências estabelecidas pela Constituição, e ressaltou que os municípios também podem contribuir com iniciativas voltadas à proteção da população.
“Todos sabem e está na Constituição Brasileira quais são as competências e atribuições dos municípios, dos governos estaduais e da União. Todos sabem que o prefeito não controla a Polícia Civil e a Polícia Militar. Todos sabem que a responsabilidade, a atribuição constitucional pela segurança pública é do governo do Estado”, afirmou.
Bruno Reis, no entanto, defendeu que a Prefeitura continue adotando medidas dentro de suas possibilidades para contribuir com a segurança da cidade, especialmente diante dos desafios enfrentados pela população.
“Não dá para aceitar de forma passiva e de braços cruzados. Nós, ao longo dos últimos anos, já viemos assumindo atribuições que não são nossas diante da necessidade de ampliar as ações e os investimentos”, declarou.
O prefeito também explicou que a Prefeitura decidiu investir no Salvador Segura mesmo diante de outras responsabilidades municipais. Segundo ele, o programa contará com R$ 30 milhões em recursos e terá como objetivo reforçar o monitoramento e apoiar as ações de prevenção à violência.
“Não era para a Prefeitura estar lançando este programa, no qual nós vamos utilizar 30 milhões de reais para investir, com tantas outras responsabilidades e atribuições. Este programa deveria ser lançado e executado pelo governo do Estado. Mas eu disse, nessa e em muitas outras áreas, que não estaria procurando justificativas ou culpados e não iria aceitar de forma omissa os problemas que a cidade enfrenta. Então, nós resolvemos criar esse programa e lançar”, explicou.



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