Bruno Reis defende redução da jornada, mas alerta para impacto da escala 6×1 nos municípios

Durante entrega de escola em Coutos, Bruno Reis citou impacto de R$ 35,5 bilhões nas contas das prefeituras caso haja mudança na escala 6x1.

Política Salvador
Bruno Reis defende redução da jornada, mas alerta para impacto da escala 6×1 nos municípios
Reprodução/ Redes sociais

Durante a entrega da Escola Municipal Álvaro Vasconcelos da Rocha, em Coutos, nesta quinta-feira (28), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, comentou o debate sobre o possível fim da escala 6×1 e defendeu que eventual mudança na jornada de trabalho seja acompanhada de medidas para evitar impactos financeiros aos municípios.

Ao ser questionado sobre o tema, o gestor afirmou ser favorável à redução da jornada, mas destacou preocupação com os custos que poderão recair sobre as prefeituras.

“Não posso deixar de dizer aqui, primeiro eu sou a favor da redução da jornal de trabalho. Agora vai ter impacto nas contas públicas. A galera da limpeza que trabalha 6×1, a galera do transporte público que trabalha 6×1, a galera toda da saúde que trabalha aos finais de semana. Quem vai pagar essa conta? Então eu acho que o Senado tem a oportunidade de introduzir um rateio dessa conta para que não sobre para os municípios”, declarou.

Bruno Reis também citou um estudo elaborado pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que aponta impacto bilionário nas finanças municipais caso a mudança seja implementada sem compensação financeira.

“Hoje a Frente Nacional dos Prefeitos elaborou um estudo onde houve um impacto nas contas das prefeituras de 35. 5 bilhões de reais. Todos esses contratos de concessão, os prestadores vão pedir o reequilíbrio do contrato de pago. O poder público vai ter que pagar, senão não há como prestar o serviço. E nós não temos condições de pagar essa conta sozinha. Essa é a atenção que eu chamo nesse momento e espero que a gente ache o caminho para isso”, afirmou o prefeito.

A discussão sobre a escala 6×1 ganhou força no cenário nacional após propostas de redução da jornada semanal de trabalho e ampliação do descanso dos trabalhadores. Prefeitos e gestores municipais têm demonstrado preocupação com possíveis reflexos financeiros em setores essenciais, como saúde, transporte público e limpeza urbana.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.