Bruno nega reajuste na tarifa de ônibus em Salvador e faz pedido ao governador

Segundo o prefeito, o único ajuste já foi feito em janeiro, quando a passagem passou de R$ 5,60 para R$ 5,90

Política Salvador
Bruno nega reajuste na tarifa de ônibus em Salvador e faz pedido ao governador
Bruno Reis | Foto: Reprodução/Sou da Bahia

Após uma semana em que o transporte público dominou os debates em Salvador por conta da greve dos rodoviários, o prefeito de Bruno Reis (UB) negou, nesta segunda-feira (25), a possibilidade de um novo reajuste na tarifa de ônibus da capital baiana. A declaração foi dada durante a entrega de uma obra de contenção de encosta e área de lazer no bairro de Colinas de Periperi, no Subúrbio Ferroviário.

Segundo o gestor, o reajuste da passagem já foi realizado no início do ano, quando a tarifa passou de R$ 5,60 para R$ 5,90. Bruno afirmou que a preocupação agora é com o aumento do subsídio pago pela prefeitura às empresas que operam o sistema.

“Reajuste desse ano já ocorreu em primeiro de janeiro. O que vai haver é a necessidade do pagamento do subsídio, porque hoje a prefeitura paga, em média, 50 centavos por cada passageiro transportado. Vamos fazer esse cálculo essa semana para encaminhar à Câmara o pedido de autorização para o subsídio de 2026”, declarou.

O prefeito classificou a situação financeira do transporte público como “crítica” e apontou o aumento do óleo diesel como um dos principais fatores de pressão sobre o sistema.

“Hoje temos um problema real, que é o aumento de pelo menos 50 centavos no óleo diesel. Isso impacta diretamente no equilíbrio do sistema e aumenta a necessidade de apoio da prefeitura”, afirmou.

Durante a fala, Bruno também fez um apelo ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), pedindo a redução do ICMS sobre o diesel utilizado no transporte público.

“Outros estados já reduziram o ICMS do óleo diesel. A Bahia é praticamente o único estado do Brasil que não concede sequer 1% de isenção para o transporte público. A situação é grave e isso ajudaria a diminuir o impacto nos custos”, disse.

O prefeito ainda alertou para possíveis novos impactos financeiros no sistema com a eventual adoção da escala 5×2 para os trabalhadores do transporte rodoviário.

“Essa mudança também pode gerar desequilíbrio contratual e demandar mais recursos da prefeitura. Infelizmente, os municípios sozinhos não têm condições de arcar com todos esses custos”, pontuou.

A greve dos rodoviários em Salvador foi encerrada na última sexta-feira (22), após a categoria aprovar a proposta mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). Entre os pontos acordados estão reajuste de 4,11% nos salários e no ticket alimentação, redução da telemetria para um bip e horas extras opcionais aos fins de semana.ais nos finais de semana.

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