Boletim epidemiológico: Alagoinhas divulga dados das arboviroses
Boletim epidemiológico aponta bairros com maior incidência e reforço das ações de combate ao mosquito transmissor.

A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), divulgou nesta sexta-feira (22) o novo boletim epidemiológico das arboviroses no município. Os dados correspondem ao período entre 1º de janeiro e 21 de maio de 2026 e apontam o registro de 1.879 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo o levantamento, foram confirmados 112 casos de dengue, 529 de chikungunya e seis de zika vírus. O município ainda contabiliza 845 casos em investigação e 393 descartados, aguardando conclusão laboratorial ou clínica.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os bairros com maior número de notificações são Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis. O Jardim Petrolar concentra 20,58% das notificações de dengue e 23,28% dos casos de chikungunya. Já o Centro registra 18,68% das notificações de dengue e 13,77% de chikungunya. O bairro Teresópolis aparece com 5,93% das notificações de dengue e 6,89% de chikungunya.
A Diretoria de Vigilância em Saúde informou que as ações de combate às arboviroses foram intensificadas nas últimas semanas. Mais de 1.700 quarteirões já foram visitados pelos agentes de Combate às Endemias para eliminação de focos do mosquito e tratamento focal.
Além disso, foram realizadas mais de 30 ações de bloqueio com bomba costal, atividades educativas em escolas e unidades de saúde, capacitação de médicos e enfermeiros para manejo clínico dos casos e mutirões no bairro Petrolar.
A prefeitura também reforçou o uso do UBV Pesado, conhecido como fumacê, em parceria com o Governo do Estado. A ação deve atingir cerca de 46 mil imóveis nas áreas com maior índice de infestação do mosquito.
Outra medida adotada pelo município é a fiscalização de imóveis abandonados e terrenos sem manutenção. Proprietários serão notificados e terão prazo de cinco dias para realizar limpeza e eliminação de possíveis criadouros. Caso as medidas não sejam cumpridas, a prefeitura poderá realizar os serviços e cobrar os custos, além de aplicar multas que podem chegar a R$ 1.040.
O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78%, considerado estado de alerta. No entanto, algumas localidades apresentam índices mais preocupantes, como o Parque da Jaqueira, que atingiu 8,82%, considerado risco elevado para proliferação do mosquito.
A Secretaria de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da colaboração da população. A recomendação é que os moradores realizem inspeções semanais em casas e quintais, eliminando recipientes que acumulem água parada e mantendo caixas d’água devidamente fechadas.
Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, dores nas articulações ou dor atrás dos olhos, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.



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