Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 36 anos de prisão

Mulher do parlamentar também foi condenada

Política
Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 36 anos de prisão
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

O deputado estadual Binho Galinha (Avante) foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão em regime inicialmente fechado.

A decisão foi proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana nesta quinta-feira (9). O parlamentar foi considerado culpado por crimes relacionados à posse irregular e adulteração de armas de fogo.

O que foi apreendido?

De acordo com a sentença, foram encontrados diversos armamentos e munições em diferentes imóveis vinculados ao deputado. Entre os materiais apreendidos estão:

  • Um fuzil Taurus T4 (calibre 5,56);
  • Uma pistola Taurus (calibre .380);
  • Um revólver (calibre .38);
  • Espingardas (calibres .22 e 12);
  • Armas com numeração suprimida, sinais de adulteração ou registradas em nome de terceiros.

A decisão da Justiça

A juíza Márcia Telles Simões pontuou que o fato de o parlamentar possuir registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) não anula a gravidade e a ilegalidade das condutas.

A magistrada destacou que a autorização administrativa não concede permissão para manter armamentos em locais diferentes dos declarados aos órgãos de fiscalização, tampouco para conservar armas sem registro ou adulteradas.

“A quantidade de armas, a distribuição em diversos imóveis, a existência de armamentos sem registro em nome do réu, artefatos adulterados e munições em locais distintos demonstram atuação consciente, incompatível com a tese de erro ou simples irregularidade administrativa”, afirmou a juíza na sentença.

Outras condenações no processo

A decisão da Vara Criminal também atingiu outras pessoas ligadas ao caso:

  • Mayana Cerqueira da Silva (esposa do deputado) foi condenada;
  • Jackson Macedo Araújo Júnior, Roque de Jesus Carvalho e Thierre Figueredo Silva também receberam condenações na mesma sentença;
  • Em relação a Kleber Herculano de Jesus (conhecido como Charutinho), a Justiça declarou a extinção da punibilidade devido ao falecimento do acusado.

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