Bahia Sem Fome: governo investe R$ 11 milhões e transforma creches comunitárias
Governo vai firmar parceria com 104 creches comunitárias

O Governo do Estado deu mais um passo decisivo no combate à vulnerabilidade social. Por meio do programa Bahia Sem Fome, foi realizada a entrega de novos equipamentos industriais para fortalecer a estrutura de creches comunitárias em Salvador.
A iniciativa faz parte do projeto Bahia pela Infância e Segurança Alimentar, que tem como meta qualificar o preparo, o armazenamento e a distribuição de refeições para crianças de 0 a 6 anos.
R$ 11 milhões investidos em 104 creches da Bahia
O coordenador-geral do Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, revelou que o Governo do Estado vai firmar parcerias com 104 creches comunitárias em diversos municípios baianos, incluindo:
- Salvador
- Vitória da Conquista
- Pindobaçu
- Juazeiro
O investimento total de R$ 11 milhões vai direto para a ponta, estruturando as instituições para que o alimento chegue com mais qualidade e segurança ao prato das crianças.
O que vem nos kits de equipamentos?
A primeira instituição beneficiada nesta etapa foi a Associação e Creche Escola Comunitária Colorindo Sonhos, no bairro de Santa Cruz, em Salvador. A unidade recebeu:
- Forno e liquidificador industriais;
- Estrutura em aço inox (mesa, armário e pia);
- Ventiladores de parede e caixas conetoras;
- Colchões e 30 colchonetes infantis.
Além do prato: educação pedagógica e alimentar
O projeto não se limita a entregar eletrodomésticos. Haverá uma grande intervenção pedagógica para capacitar as equipes das creches.
Gestores, cozinheiras, nutricionistas e coordenadores pedagógicos passarão por formações para incluir a educação alimentar e nutricional diretamente na rotina de aprendizado dos pequenos.
“É preciso garantir segurança e organização dos alimentos para que as crianças permaneçam envolvidas no processo pedagógico, enquanto as famílias têm a tranquilidade de saber que seus filhos estão sendo cuidados e alimentados”, destacou Manoel Calazans, assessor especial da Secretaria da Educação (SEC).
O impacto real na vida das mães baianas
Para quem vive a realidade da periferia, a creche em tempo integral é a única alternativa para garantir o sustento da casa. É o caso da babá Jaira Conceição, mãe das gêmeas Júlia e Luise, de 5 anos, que ficam na instituição das 7h30 às 16h.
“Eu não teria condição de pagar uma pessoa para tomar conta das duas. Aqui eu sei que elas ficam seguras e são bem cuidadas”, desabafa Jaira.
A diretora da creche Colorindo Sonhos, Vanderleia Matos, lembra que a instituição nasceu na pandemia para acolher a comunidade. “Eu falo que a escola é nossa e vamos fazer tudo com amor, com qualidade, pensando no próximo”, conclui.



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