Bahia reconhece mais dois terreiros de candomblé como patrimônio cultural
Decreto publicado pelo Governo da Bahia reconhece a importância histórica, religiosa e cultural de dois tradicionais terreiros de matriz africana.

A Bahia passou a contar com mais dois terreiros de candomblé oficialmente tombados como patrimônio cultural material do estado. O decreto, publicado no Diário Oficial na quinta-feira (23), garante proteção legal ao Omo Ilê Agboulá, localizado na Ilha de Itaparica, e ao Ilê Asé Kalé Bokún, em Plataforma, Salvador. O reconhecimento considera o valor histórico, arquitetônico, cultural e simbólico dos espaços.
O Omo Ilê Agboulá é reconhecido como a principal referência do culto aos egúngun no Brasil e abriga a mais antiga comunidade dedicada ao culto aos ancestrais em funcionamento contínuo no país. O terreiro já havia sido registrado como Patrimônio Imaterial da Bahia e, desde 2015, também é reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Iphan.
Já o Ilê Asé Kalé Bokún é considerado a principal referência da tradição ijexá no Brasil e o único terreiro dessa nação em atividade contínua desde sua fundação. A casa preserva práticas religiosas tradicionais, como o ritual Otun e o culto às gueledés, considerado uma manifestação em risco de desaparecimento no país.
Os tombamentos foram aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura com base em estudos técnicos elaborados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). A medida reforça a preservação da memória, da ancestralidade e das tradições de matriz africana no estado.



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