Bahia investiu R$ 5 bilhões em combate à fome; veja ações do programa
Balanço do Bahia Sem Fome aponta mais de 19 milhões de refeições servidas

O Governo da Bahia afirma ter investido R$ 5 bilhões em ações de combate à fome por meio do programa Bahia Sem Fome (BSF), política pública criada há pouco mais de três anos para ampliar o acesso à alimentação e integrar iniciativas nas áreas de assistência social, agricultura familiar, segurança alimentar, abastecimento de água, alimentação escolar e pesquisa científica.
Segundo o balanço divulgado pela gestão estadual, o programa já conta com 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, serviu mais de 19,3 milhões de refeições e realizou a distribuição de alimentos para cerca de 370 mil famílias. As ações, de acordo com o governo, estão presentes nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Ainda conforme a administração estadual, trata-se do maior investimento realizado por um governo estadual brasileiro em políticas de combate à fome.
Rede de cozinhas atende mais de 100 mil pessoas
Um dos principais eixos do programa é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome.
Atualmente, a estrutura reúne 505 cozinhas comunitárias, sendo 333 administradas em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e 172 mantidas em conjunto com prefeituras municipais.
Segundo o Governo da Bahia, a rede atende aproximadamente 101 mil pessoas e já distribuiu 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões.
Programa reúne diferentes políticas públicas
Além da oferta de refeições, o Bahia Sem Fome reúne ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, ampliação do acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e integração das políticas públicas de segurança alimentar.
De acordo com o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa, a proposta é enfrentar a insegurança alimentar por diferentes frentes, indo além da distribuição de alimentos.
“O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e que teve maior investimento (R$ 5 bilhões), alcançando mais pessoas fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. Essa é uma política pública estruturante, que atua tanto na emergência quanto em ações estruturantes, atacando na raiz as causas da insegurança alimentar fruto da pobreza estrutural e das desigualdades sociais”, declarou.
Jerônimo diz que programa inspirou política nacional
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a experiência baiana serviu de referência para a criação do Plano Brasil Sem Fome, lançado pelo governo federal.
“Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também é cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas”, concluiu.



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