Bahia erra demais, é dominado no Maracanã e auxiliar admite: “jogo fugiu do controle”
Tricolor falha na troca de passes, sofre com pressão do Flamengo e vê jogo desmoronar no Rio

O Bahia saiu derrotado por 2 a 0 diante do Flamengo, neste domingo (19), no Maracanã, em um jogo que escancarou dificuldades técnicas da equipe, principalmente na construção das jogadas. Com Rogério Ceni suspenso, o auxiliar Charles Hembert assumiu a responsabilidade à beira do campo e, após o apito final, não fugiu das críticas.
Segundo ele, nada do que foi visto em campo aconteceu por acaso. A estratégia, da escalação às substituições, já havia sido desenhada ao longo da semana em conjunto com o treinador.
“Durante toda a semana, os treinos foram todos pré-definidos. A gente tinha visto como o jogo poderia se desenvolver e o que faríamos em cada situação. As substituições, as escolhas táticas, tudo já estava preparado antes do jogo”, explicou.
Plano travado e erros em sequência
Uma das decisões que mais chamaram atenção foi a entrada de William José e a postura mais reativa no início da partida. De acordo com Hembert, a ideia era dar mais qualidade técnica ao time e conseguir segurar a bola diante da pressão intensa do adversário.
“O William tem características de segurar a bola, fazer tabela, flutuar. A gente tentou usar isso para reter mais a posse, mas infelizmente foi justamente nisso que pecamos muito hoje”, admitiu.
O diagnóstico foi direto: o Bahia não conseguiu jogar.
“Cada vez que a gente recuperava a bola, não conseguíamos trocar passes. Foram muitos erros de passe e de aproximação técnica. Isso foi o que mais nos prejudicou”, completou.
Erros custam caro contra adversário forte
Enfrentar o Flamengo, ainda mais fora de casa, já era um desafio considerável. Mesmo assim, Hembert evitou tratar o resultado como um choque de realidade, mas reconheceu que o nível de erro compromete qualquer tentativa de competir em alto nível.
“Não foi um jogo fácil. Tivemos muitos erros de passe e de aproximação técnica. Contra adversários desse nível, fora de casa, isso não pode acontecer”, analisou.
O auxiliar também destacou como o controle da partida escapou ao longo do jogo.
“O jogo começou a escapar um pouco das nossas mãos, com muitas transições e contra-ataques cedidos. Assim fica difícil competir lá em cima, mas estamos na parte de cima e vamos continuar lutando para permanecer lá”, afirmou.
Léo Vieira salva em noite difícil
Se o setor ofensivo não funcionou, o goleiro Léo Vieira foi um dos poucos pontos positivos do Bahia na partida. Recém-chegado, ele teve atuação segura e evitou um placar ainda mais elástico.
“Ele teve pouquíssimo tempo de adaptação. Fez três treinos e já jogou. Entendeu rapidamente a ideia de jogo e tem feito ótimas defesas. Hoje ele foi muito exigido”, elogiou Hembert.
Sobre os gols sofridos, o auxiliar minimizou a responsabilidade do arqueiro.
“Os gols foram bem feitos, ele não teve muito o que fazer. Mas está nos passando confiança e se adaptando muito bem”, pontuou.
Bola parada segue como desafio
Outro ponto abordado foi a bola parada, especialmente após o gol de pênalti sofrido logo no início do confronto. Hembert reconheceu que há espaço para evolução, mas ressaltou que esse não é o ponto forte do elenco.
“Não é uma característica nossa. Temos um time mais técnico, com jogadores de menor estatura. Se quiséssemos focar nisso, teríamos um perfil diferente, com atletas mais altos” explicou.
Mesmo assim, ele destacou que o desempenho não é tão negativo quanto parece.
“Fazemos poucos gols de bola parada, mas também sofremos poucos. Nos últimos jogos sofremos mais, é verdade, mas no balanço geral não estamos nem entre os melhores nem os piores”, analisou.
Virada de chave imediata
Sem tempo para lamentações, o Bahia já precisa mudar o foco. O próximo compromisso será pela Copa do Brasil, contra o Remo, na quarta-feira (22), na Arena Fonte Nova. Pelo Brasileirão, o desafio seguinte é diante do Santos, novamente em Salvador.
“Precisamos virar a página. Sabemos que o torcedor estará com a gente para esses próximos jogos”, finalizou Hembert.



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