Áudios expõem cabo do Exército negociando munições e granadas com suspeitos do tráfico

Polícia
Áudios expõem cabo do Exército negociando munições e granadas com suspeitos do tráfico

Áudios obtidos durante uma investigação revelaram negociações envolvendo o cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira, suspeito de comercializar armas, munições e granadas para integrantes do tráfico de drogas na Bahia. O militar está preso preventivamente em uma unidade militar.

De acordo com as investigações, o cabo mantinha contato direto com possíveis compradores e discutia preços e quantidades dos materiais. Em uma das gravações, ele menciona a venda de seis munições de calibre 9 mm por R$ 450 cada.

Em outro áudio, o investigado fala sobre a comercialização de munições de calibre 5,56 e também de granadas. Segundo o conteúdo divulgado, ele afirma que poderia repassar caixas de munição por valores que chegavam a R$ 950, enquanto as granadas seriam negociadas por cerca de R$ 400 cada.

Tentativa de esconder identidade

As apurações apontam que Deivison teria utilizado uma foto de um extraterrestre como imagem de perfil em um aplicativo de mensagens, numa tentativa de dificultar sua identificação durante as negociações.

Apesar disso, segundo os investigadores, o suspeito acabava fornecendo a própria chave Pix para receber os pagamentos. O mecanismo de transferência continha dados pessoais que ajudaram na identificação do militar.

Investigação começou após apreensão

O caso ganhou força em abril, após uma operação realizada em Itapuã, em Salvador, em um imóvel apontado como local utilizado para armazenamento e preparação de drogas.

Durante a análise de celulares apreendidos na ação, investigadores encontraram conversas que indicariam a participação do cabo na negociação de material bélico com criminosos.

As investigações apontam que Deivison teria comercializado aproximadamente mil munições de fuzil dos calibres 5,56 e 7,62, além de negociar granadas e oferecer pistolas e fuzis. A polícia também trabalha com a possibilidade de que parte das munições tenha sido desviada de atividades ou treinamentos militares.

Defesa nega acusações

O cabo do Exército permanece preso preventivamente. A defesa de Deivison nega as acusações e afirmou que os fatos serão esclarecidos no momento oportuno.

A investigação continua para identificar todos os envolvidos no esquema e esclarecer a origem e o destino dos materiais que teriam sido comercializados.

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