Após mortes no Ba-Vi, Marcelo Werner defende debate sobre futuro das torcidas organizadas na Bahia

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, defendeu nesta segunda-feira (24) uma discussão sobre a permanência e o funcionamento das torcidas organizadas no estado após os episódios de violência registrados antes do Ba-Vi, no domingo (23). As ocorrências deixaram dois torcedores mortos e provocaram confrontos e atos de vandalismo em diferentes pontos de Salvador.
Em pronunciamento, Werner lamentou as mortes e classificou os episódios como atos de “selvageria” e “covardia”. Segundo o secretário, os envolvidos nas ações criminosas não podem ser tratados como torcedores.
Diante da gravidade dos acontecimentos, Werner defendeu que clubes, Federação Bahiana de Futebol, Ministério Público, Tribunal de Justiça e demais órgãos ligados ao futebol e à segurança pública discutam novas medidas para combater a violência associada às torcidas organizadas.
Durante as ações realizadas no domingo, 64 pessoas foram detidas pelas forças de segurança. De acordo com a SSP-BA, seis delas são suspeitas de participação nas agressões que resultaram nas mortes. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.
Uma das vítimas foi José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, integrante da Bamor. Ele foi atacado na região da Via Regional, em Cajazeiras, chegou a ser socorrido e internado em uma UTI, mas não resistiu aos ferimentos.
A segunda vítima, Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, também apontado como integrante da Bamor, foi morto a tiros no bairro de Castelo Branco. Até o momento, a Polícia Civil não estabeleceu relação entre os dois homicídios.
As investigações seguem em andamento, enquanto as autoridades discutem medidas para tentar impedir que episódios de violência ligados à rivalidade entre torcidas voltem a se repetir em dias de clássicos na capital baiana.



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