Após mais de uma década, acusados pela morte de Geovane Mascarenhas são condenados em Salvador
Dois ex-PMs receberam penas superiores a 20 anos de prisão

Mais de 11 anos após a morte de Geovane Mascarenhas de Santana, dois dos acusados pelo crime foram condenados pelo Tribunal do Júri em Salvador. A decisão foi anunciada na madrugada desta sexta-feira (19), após dois dias de julgamento realizados no Fórum Ruy Barbosa.
Os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges receberam penas superiores a 20 anos de prisão pela participação no homicídio do jovem, encontrado morto em agosto de 2014 no bairro da Calçada, no subúrbio da capital baiana.
Penas ultrapassam 20 anos de prisão
Jesimiel da Silva Resende foi condenado a 25 anos, três meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver. O cumprimento da pena será em regime inicial fechado.
Já Cláudio Bonfim Borges recebeu pena de 20 anos e sete meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e roubo, também em regime fechado.
Além deles, o ex-policial militar Jailson Gomes Oliveira foi condenado pelo crime de roubo e sentenciado a seis anos e quatro meses de prisão, com cumprimento em regime semiaberto.
Sete acusados foram julgados
Ao todo, sete pessoas foram submetidas ao júri popular por envolvimento no caso.
Além dos ex-PMs condenados, também responderam ao processo os policiais militares Daniel Pereira de Sousa Santos, Alex Santos Caetano, Roberto Santos de Oliveira e Allan Moraes Galiza dos Santos. Eles foram absolvidos pelos jurados.
A acusação foi sustentada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por meio dos promotores de Justiça Áviner Rocha, Cássio Marcelo e Luciano Assis.
Acusação apontou uso das viaturas
Segundo o MPBA, Geovane foi abordado por uma guarnição da Rondesp na tarde de 2 de agosto de 2014, na Rua Nilo Peçanha. De acordo com a acusação, o jovem permaneceu sob custódia dos agentes e não voltou para casa.
Os promotores afirmaram que um laudo pericial de geolocalização identificou que as viaturas utilizadas na abordagem foram as mesmas que, durante uma operação realizada naquela noite, circularam pelo subúrbio ferroviário e estiveram nos locais onde os restos mortais da vítima foram encontrados horas depois.
Caso teve grande repercussão na Bahia
O corpo de Geovane Mascarenhas foi localizado no dia 3 de agosto de 2014 nas proximidades do Parque São Bartolomeu.
Dias depois, outras partes do corpo foram encontradas no Parque Tecal, em Campinas de Pirajá, a cerca de 2,5 quilômetros de distância.
O caso teve ampla repercussão na Bahia e voltou ao centro das atenções com o julgamento realizado nesta semana, que resultou na condenação de três dos acusados pelo envolvimento nos crimes.



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