Após aprovação na Câmara, fim da escala 6×1 enfrenta resistência e incertezas no Senado

Política
Após aprovação na Câmara, fim da escala 6×1 enfrenta resistência e incertezas no Senado
Agência Senado

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho chegou ao Senado Federal cercada de incertezas após ser aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27).

Apesar de o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ter indicado que dará andamento normal à proposta, integrantes da base governista demonstram preocupação com possíveis alterações no texto ou até uma tentativa de barrar o avanço da PEC.

Mudanças no Senado podem atrasar proposta

Caso o Senado modifique qualquer trecho aprovado pelos deputados, o texto precisará retornar para nova análise da Câmara, o que pode atrasar a tramitação.

A proposta é considerada uma das apostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao cenário eleitoral.

Base do governo teme articulações

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, aliados do Planalto acompanham com cautela a postura de Davi Alcolumbre em pautas consideradas prioritárias para o governo federal.

Nos bastidores, a preocupação aumentou após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Oposição ainda não definiu estratégia

Enquanto a base governista tenta acelerar a tramitação, a oposição ainda discute qual posicionamento adotará durante a análise da PEC no Senado.

De acordo com o jornal, o líder da oposição na Casa, Rogério Marinho, é contrário à proposta.

Por outro lado, uma ala ligada ao PL avalia repetir a estratégia utilizada por parlamentares bolsonaristas na Câmara e defender uma escala 4×3 sem período de transição, numa tentativa de reduzir desgaste eleitoral.

Governo quer votação rápida

Em meio às articulações políticas, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que mantém conversas frequentes com Davi Alcolumbre para tentar acelerar a análise da PEC.

Segundo o ministro, o governo trabalha para que a proposta seja votada pelo Senado “no máximo” na próxima semana.

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