Anvisa proíbe medicamento vendido como caneta emagrecedora do Paraguai

Agência determinou suspensão de importação, armazenamento, distribuição, comercialização, propaganda e uso do produto, que não possui registro no Brasil

Brasil
Anvisa proíbe medicamento vendido como caneta emagrecedora do Paraguai
Foto; Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

A resolução foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a Anvisa informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve sua segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Anvisa já havia proibido site

A medida ocorre poucos dias após a Anvisa proibir, em 8 de setembro, a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop.

Segundo a agência, a página anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância que ainda não possui registro em nenhum país.

Entre os produtos anunciados estavam T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, que já tinham proibição expressa de ingresso no Brasil.

Além da comercialização, a Anvisa determinou a proibição da distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos anunciados pelo site, além da apreensão dos itens.

Agência alerta para compra de medicamentos

A Anvisa reforçou que a venda de medicamentos deve ocorrer por meio de farmácias e drogarias regularizadas, incluindo seus canais digitais oficiais.

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado.

A Anvisa também alertou para os riscos de adquirir medicamentos fora dos canais autorizados.

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.

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