Angelo Coronel defende campanha nas ruas para conquistar eleitores na disputa pelo Senado

A declaração foi dada antes de ser sabatinado pelo Grupo A Tarde

Política
Angelo Coronel defende campanha nas ruas para conquistar eleitores na disputa pelo Senado
Foto: Gabriel de Luca/Sou da Bahia

Candidato à reeleição ao Senado Federal, Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que pretende apostar no contato direto com os eleitores e na apresentação de propostas para avançar na disputa pelas duas vagas da Bahia na Casa Alta. A declaração foi dada antes de ser sabatinado pelo Grupo A Tarde.

Ao comentar o cenário eleitoral, Coronel destacou a complexidade das pesquisas para o Senado e citou sua própria trajetória eleitoral como exemplo de que os números podem mudar durante a campanha.

“É pesquisa sobre a chapa de senador, ela é muito complexa. Eu digo a vocês que, há sete anos atrás, faltando ainda 15 dias para as eleições, eu só tinha 9% e terminei o pleito com 34%. Então, eu já tenho essa experiência do passado”, afirmou.

O senador disse que acompanha os levantamentos, mas ressaltou que considera as diferentes metodologias utilizadas pelos institutos. Para ele, a variação dos números entre pesquisas pode dificultar a interpretação do cenário eleitoral.

“Eu não gosto de criticar pesquisa nenhuma, acho que todos têm suas metodologias. O que me causa surpresa é você tirar uma hoje, candidato tem 50, já a outra vai cair para 20, aí você não sabe se você vai acreditar na que deu 50 ou na que deu 20”, declarou.

“A melhor pesquisa”

Diante desse cenário, Coronel afirmou que considera o contato com a população a principal estratégia para uma candidatura ao Senado.

“Eu acredito que a melhor pesquisa é aquela que a pessoa saia visitando, pedindo voto, conversando, mostrando suas propostas, mostrando realmente o que quer fazer no Senado”, afirmou.

O candidato também defendeu que a campanha para o Senado mantenha o foco nas atribuições do Legislativo. Segundo Coronel, alguns candidatos estariam conduzindo o debate eleitoral como se disputassem um cargo no Executivo.

“Eu vejo candidato querer dialogar uma candidatura ao Senado como se fosse candidato a governador”, criticou.

Debate deve focar no Legislativo

Coronel defendeu que os candidatos que disputam uma vaga no Senado devem concentrar seus discursos e propostas em temas relacionados à atuação parlamentar.

“Se algum desses candidatos ao Senado quiser debater o Executivo, eu acho que ele deve renunciar à candidatura ao Senado, pedir ao seu governador da chapa que renuncie, ele ir para o lugar que ele quer para esse fórum do debate de Executivo com Executivo”, afirmou.

Para o senador, os debates entre candidatos à Casa Alta devem priorizar a pauta legislativa. “Quando tiver um debate de Legislativo, de senador, que se atenha à pauta legislativa, não à pauta executiva”, concluiu.

Chapa majoritária

Ao lado de Coronel, o candidato João Roma (PL) completa a chapa para as duas vagas ao Senado Federal. Além dos dois, a disputa na Bahia conta oficialmente com Delliana Ricelli (PSOL), Marcelo Carvalho (Rede), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT).

Os candidatos concorrem às duas cadeiras destinadas à Bahia no Senado Federal nas eleições de 2026.

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