Ana Marcela Cunha bate recorde sul-americano na travessia do Canal da Mancha
Brasileira percorreu os 37 quilômetros entre Inglaterra e França em um dos maiores desafios da natação em águas abertas e estabeleceu a melhor marca da América do Sul

A campeã olímpica Ana Marcela Cunha alcançou mais um marco histórico na carreira nesta quarta-feira (22). A nadadora brasileira concluiu a tradicional travessia do Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França, em 8h25min29s, estabelecendo o novo recorde sul-americano da prova.
Aos 34 anos, Ana Marcela percorreu os cerca de 37 quilômetros que separam os dois países, enfrentando um dos desafios mais exigentes da natação em águas abertas. A travessia fazia parte dos principais objetivos da atleta para a temporada 2026.
A brasileira aproveitou a janela disponível entre os dias 20 e 29 de julho para realizar a tentativa. A largada ocorreu na praia de Dover, na Inglaterra, nas primeiras horas do dia. Após mais de oito horas de esforço contínuo, ela chegou à cidade de Calais, na França.
As condições climáticas contribuíram para o sucesso da travessia, com temperatura ambiente em torno de 23°C e água próxima dos 19°C, cenário considerado favorável para a realização do percurso.
Para enfrentar o desafio, Ana Marcela realizou uma preparação específica voltada para resistência e adaptação ao frio. Entre os treinamentos, destacou-se uma sessão de 12 horas de duração, na qual nadou 42 quilômetros durante a noite na Represa Billings, em São Paulo. A atleta também treinou em águas com temperaturas próximas de 17°C para simular as condições encontradas no Canal da Mancha.
Durante toda a travessia, a nadadora foi acompanhada por um barco de apoio, que levava integrantes da comissão técnica, o árbitro responsável pela homologação da prova e um representante do Guinness World Records.
Apesar da presença do Guinness, o objetivo da brasileira não era superar o recorde mundial feminino da travessia. A melhor marca da história pertence à tcheca Yvetta Hlavácová, que concluiu o percurso em 7h25min, em 2006.



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