“A gente não trabalha de forma partidária”, diz Rui Costa ao confirmar Ronaldo Carletto como 1º suplente ao Senado

Anúncio ocorreu durante um encontro político em Ilhéus, no Sul do estado

Política
“A gente não trabalha de forma partidária”, diz Rui Costa ao confirmar Ronaldo Carletto como 1º suplente ao Senado
Foto: Eduardo Costa | CC

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), confirmou nesta quinta-feira (28) que o presidente do Avante na Bahia, o ex-deputado federal Ronaldo Carletto, ocupará a primeira suplência em sua chapa majoritária para as eleições de outubro. O anúncio oficial ocorreu durante um encontro político em Ilhéus, no Sul do estado, promovido pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (AMURC), que reuniu cerca de 40 prefeitos e lideranças regionais.

A escolha sela a articulação para manter a unidade do bloco governista e atende ao pleito do Avante, legenda que expandiu sua capilaridade no interior baiano. No ato, que contou com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do senador Jaques Wagner (PT), Rui Costa utilizou seu discurso para rechaçar a tese de hegemonia do PT e defender o compartilhamento de espaços com as siglas aliadas.

“Esse grupo político chegou até aqui porque a gente não trabalha de forma partidária. O PT nunca teve essa loucura de dizer que ia ter a maioria dos prefeitos ou o maior número de deputados estaduais ou federais. A gente trabalha com o conceito de que quem está entre nós tem que ter oportunidade, todos os partidos. É isso que faz a força desse grupo. Juntamos pessoas de características diferentes, mas que somam na sua direção. E, portanto, sim, está confirmado: o Ronaldo vai ser meu primeiro suplente”, anunciou o pré-candidato.

A definição da primeira suplência para Carletto amarra o xadrez político da base aliada, que busca neutralizar dissidências em um momento em que a oposição também intensifica o corpo a corpo em busca do apoio de gestores municipais nas regiões Sul e Sudoeste.

“O conceito é esse, de somar diferentes, somar pessoas que podem aqui e ali ter um pensamento diferente”, justificou Rui Costa.

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