Viaduto José Linhares melhora fluidez e reduz tempo de viagem, diz Transalvador
Os maiores ganhos foram registrados na Avenida Tancredo Neves, na altura da passarela de acesso ao Salvador Shopping, onde a fluidez aumentou 387,1%

Um mês após a inauguração, marcada nesta quinta-feira (26), o Viaduto José Linhares, na Avenida ACM, já apresenta impactos na mobilidade de Salvador. Segundo estudo da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), a nova ligação entre o Shopping da Bahia e a região do antigo Detran elevou em 90% a velocidade média nas vias adjacentes.
Os maiores ganhos foram registrados na Avenida Tancredo Neves, na altura da passarela de acesso ao Salvador Shopping, onde a fluidez aumentou 387,1%, e no trecho da ACM em direção à Ligação Iguatemi-Paralela (LIP), com crescimento de 109%. De acordo com o órgão, a melhora no tráfego representa economia de 2 milhões de litros de combustível por mês, redução de 4.620 toneladas de CO₂ e ganho médio de 6,5 horas mensais para a população.
“Os dados confirmam aquilo que a população já percebe no dia a dia: a intervenção trouxe ganhos concretos de fluidez, redução do tempo de deslocamento e impacto ambiental positivo. Estamos falando de uma das regiões mais estratégicas da cidade, por onde passa grande parte do transporte coletivo e da frota de Salvador. Melhorar a circulação nesse ponto significa melhorar o trânsito de toda a capital”, destaca Diego Brito, superintendente da Transalvador.
O viaduto integra o projeto Nova Tancredo Neves, conjunto de intervenções que soma R$ 180 milhões em investimentos e inclui obras como o Complexo Viário Tatti Moreno, o Viaduto Duda Mendonça e a duplicação da ponte sobre o Rio Camarajipe. Entre 2023 e 2025, antes mesmo da entrega do novo elevado, as intervenções já haviam proporcionado melhora de 14% no índice de fluidez na região.
As mudanças também se articulam com as obras do BRT Salvador, que implantaram novos elevados, retornos e retiraram semáforos ao longo das avenidas ACM e Juracy Magalhães Júnior. Dados da Transalvador indicam que os avanços resultaram em redução de 16% no tempo de viagem e economia estimada de R$ 125 milhões por ano em combustível, além de evitar a emissão de 48 mil toneladas de CO₂ anualmente.



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