Verão exige atenção redobrada com a saúde dos pets

Calor intenso, praia e áreas de lazer aumentam riscos de doenças em cães e gatos, especialista orienta sobre prevenção e sinais de alerta

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Verão exige atenção redobrada com a saúde dos pets
Crédito Divulgação Freepik

Com a chegada do verão, período marcado por altas temperaturas e maior circulação em praias e áreas de lazer, os cuidados com a saúde de cães e gatos precisam ser intensificados. O calor excessivo, a exposição prolongada ao sol e o contato com areia e água do mar podem favorecer o surgimento de doenças e desconfortos que comprometem o bem-estar dos animais.

De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge, Acidalia Santos, as enfermidades mais comuns nessa época estão diretamente relacionadas às condições climáticas e ambientais. “Durante o verão, cães e gatos ficam mais expostos a parasitoses gastrointestinais, pulgas e carrapatos, reações alérgicas e dermatites por contato com areia, água do mar ou plantas. Também são frequentes casos de hipertermia, queimaduras nas patas, insolação, infecções como otites associadas à umidade e doenças transmitidas por mosquitos”, explica.

A docente destaca que os tutores devem estar atentos a sinais de alerta como vômitos, diarreia, apatia, coceira intensa, lesões na pele, presença de parasitas como pulga e carrapato, respiração ofegante excessiva, salivação aumentada, febre, secreções nos ouvidos e mudanças de comportamento. “Ao identificar qualquer alteração fisiológica ou comportamental, é fundamental procurar atendimento veterinário o quanto antes”, orienta.

Praia: lazer que exige cautela

Apesar de comum, a ida de pets à praia deve ser criteriosa. Segundo Acidalia, a exposição ao sol, à areia e à água do mar pode causar desde quadros leves até problemas mais graves, como desidratação, queimaduras solares e irritações cutâneas. “Sempre que possível, a exposição deve ser evitada ou limitada. Quando acontecer, alguns cuidados são indispensáveis para reduzir riscos”, ressalta.

Entre as recomendações estão a oferta de água fresca, passeios em horários de menor incidência solar, no início da manhã ou fim de tarde, e o uso de protetor solar específico para animais principalmente em regiões com pouca pigmentação ou cobertura de pelos. “O contato prolongado com água do mar e piscinas também devem ser evitados, já que os sais e o cloro podem provocar ressecamento e inflamação da pele”, completa.

Após o retorno da praia, o banho com shampoo neutro é indicado para remover resíduos de areia e sal, seguido de aplicação de produtos dermatológicos hidratantes apropriados para os pets, recomendados por veterinários”, afirma a médica veterinária e professora.

No verão, aumentam também os casos de desidratação, queimaduras e infecções cutâneas. Para prevenir esses problemas, além da hidratação adequada, é importante evitar sol nos horários mais quentes e manter a higiene da pele e das orelhas após os passeios.

“O atendimento veterinário é indispensável quando o animal apresenta vermelhidão nas patas e na pele, coceira intenso, feridas, secreções, dor, apatia ou alterações de comportamento”, reforça Acidalia Santos. Segundo ela, a avaliação precoce é essencial para o diagnóstico correto e para impedir a evolução de quadros mais graves, garantindo qualidade de vida e bem estar aos pets durante a estação mais quente do ano.

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