Trump ameaça intervir no Irã após mortes em protestos

Presidente dos EUA reage a manifestações no Irã e alerta sobre possível ação americana caso violência continue

Mundo Notícias
Trump ameaça intervir no Irã após mortes em protestos
Foto: Gage Skidmore/Flickr

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã caso novas mortes sejam registradas durante a onda de protestos que se espalha pelo país desde o início da semana. As manifestações ocorrem em meio ao agravamento da crise econômica enfrentada pela população iraniana.

A declaração foi feita após a confirmação da morte de duas pessoas na cidade de Lordegan, no sudoeste do Irã, segundo informações da imprensa internacional. Os atos começaram no último domingo (28), na capital Teerã, e rapidamente se estenderam para outras regiões do país.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos estão prontos para agir caso o governo iraniano utilize força letal contra manifestantes pacíficos. O presidente norte-americano classificou a repressão como recorrente e disse que seu país não permanecerá inerte diante de novos episódios de violência.

As manifestações também receberam apoio do príncipe herdeiro do Irã, Reza Ciro Pahlavi, que vive exilado nos Estados Unidos desde o fim da década de 1970, quando seu pai, o Xá Reza Pahlavi, foi deposto após uma revolução popular. Em declaração pública, ele descreveu os protestos como “a chama de uma revolução nacional” e convocou os iranianos a manterem a pressão contra o governo do aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com a mídia local, cerca de 30 pessoas foram presas sob suspeita de crimes contra a ordem pública desde o início das manifestações. As autoridades iranianas ainda não divulgaram um balanço oficial atualizado sobre os confrontos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou estar disposto a dialogar com os manifestantes, apesar do cenário de tensão e das sanções internacionais impostas ao país devido ao programa nuclear. Em comunicado divulgado na rede social X, ele declarou ter orientado o ministro do Interior a ouvir as “reivindicações legítimas” por meio do diálogo com representantes do movimento.

A situação segue sendo acompanhada com atenção pela comunidade internacional, enquanto os protestos continuam mobilizando milhares de pessoas em diversas cidades iranianas.

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