Tecnologia BodyScan auxilia Seap a impedir entrada de entorpecentes e resulta na prisão de 91 visitantes

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio da Polícia Penal da Bahia, impediu a entrada de 5,018 kg de entorpecentes e 24 aparelhos eletrônicos, entre celulares e smartwatches, nas unidades prisionais do estado ao longo de 2025. As apreensões ocorreram com o auxílio da tecnologia BodyScan, equipamento de escaneamento corporal utilizado nos procedimentos de revista no acesso às unidades.
O BodyScan permite a detecção de objetos e substâncias ilícitas ocultas no corpo humano, de forma não invasiva, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança e o respeito aos direitos humanos.
No período, foram registradas 111 ocorrências, resultando no encaminhamento de 91 pessoas flagradas com materiais ilícitos à autoridade policial para adoção das providências cabíveis. Além das consequências penais, as infrações podem acarretar em processo administrativo e o cancelamento imediato da carteira de visitante.
Entre os ilícitos apreendidos estão maconha, cocaína, crack e haxixe, além de celulares e dispositivos eletrônicos. Ao todo, foram recolhidos:
4,5 kg de maconha
417,1 g de cocaína
11 g de crack
4 g de haxixe,
além de outros ilícitos, como aparelhos eletrônicos e acessórios.
“Isso é resultado do investimento contínuo em tecnologias de inspeção eletrônica, que integra uma política permanente de modernização do sistema prisional baiano. Essas ferramentas são fundamentais para fortalecer a segurança institucional, preservar a integridade física de servidores, visitantes e custodiados, além de ampliar a eficiência das ações de inteligência e disciplina no ambiente prisional. E aí, deixo um recado: não adianta tentar entrar com esses materiais nas unidades prisionais. Isso vale para todos. A Seap e a Polícia Penal estão sempre em alerta”, destacou o secretário da Seap, José Castro.
Ocorrências registradas em 2026
Em 2026, já foram contabilizados ao menos cinco casos de tentativas de visitantes adentrarem unidades prisionais da Bahia portando materiais ilícitos.
Entre os registros, destaca-se o caso ocorrido no dia 7 de janeiro, na Cadeia Pública de Salvador, quando a mãe de um interno foi flagrada tentando ingressar na unidade com drogas e eletrônicos. Para burlar o sistema de fiscalização, a visitante escondeu os materiais em uma bengala metálica e no chinelo. No entanto, a tentativa foi frustrada após a detecção pelas imagens do BodyScan.
Com ela, foram apreendidos 2 smartwatches, 2 carregadores de celular, 2 cabos USB, 1 carregador por indução e aproximadamente 2 g de substância análoga à maconha.
A Seap reforça que seguirá adotando medidas rigorosas, aliadas ao uso de tecnologia e inteligência, para coibir a entrada de ilícitos e garantir a ordem e a segurança no sistema prisional baiano.



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