Tagner critica Elinaldo após revelação de R$ 441 milhões em obras inacabadas

Bahia Política
Tagner critica Elinaldo após revelação de R$ 441 milhões em obras inacabadas
Foto: Patrick Abreu

A gestão do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União Brasil) em Camaçari é marcada por um rastro de dívidas e promessas não cumpridas. Para além de toda decepção, o ex-prefeito também torrou um empréstimo milionário contratado em dólares junto ao CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina – com obras inacabadas e uma gestão temerária e irresponsável com o erário público.

Em 2019, Elinaldo assinou contrato de financiamento externo de US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 570 milhões na cotação atual, sendo US$ 80 milhões com o CAF, com contrapartida municipal de US$ 20 milhões. O Programa de Integração e Desenvolvimento Urbano, Social e Ambiental de Camaçari previa intervenções estruturantes em mobilidade urbana, revitalização do centro histórico, requalificação da orla e ações de sustentabilidade ambiental. Cinco anos depois, a realidade é outra: R$ 441 milhões já foram gastos e o pacote de obras está longe de ser concluído.

O vereador Tagner Cerqueira (PT) não poupou críticas ao ex-prefeito. “É a representação perfeita da gestão Elinaldo. Descaso, promessas vazias e total descaso com Camaçari. Isso também explica o que tanto eles queriam esconder na transição, muitos problemas eram visíveis, mas também havia muita coisa escondida”, afirmou Tagner.

Tagner relembrou inúmeros projetos que foram completamente abandonados pela gestão anterior após a derrota nas eleições como: urbanização de Itacimirim e Barra do Jacuípe; revitalização da Lagoa das Virgens; criação do Núcleo de Monitoramento dos Recursos Naturais; implantação do Sistema Próprio de Ensino e Formação de Professores; e apoio à micro e pequena empresa e ao turismo da orla.

“Agora, o prefeito Caetano e toda equipe estão tendo que trabalhar diariamente. É uma situação onde restam pouco mais de R$ 15 milhões do empréstimo e um mar de obras a concluir para garantir a credibilidade internacional e financeira de Camaçari”, enfatizou o vereador.

A depender da conclusão dos levantamentos técnicos e da apuração do Ministério Público, o caso pode se transformar em um dos maiores escândalos de gestão pública da Bahia nos últimos anos, pois apontam para possíveis crimes de responsabilidade, improbidade administrativa e má gestão de recursos internacionais.

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