SUS vai oferecer teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência

O serviço começa neste mês nas cidades de Recife e Rio de Janeiro e deve ser ampliado para todo o país até junho

Brasil
SUS vai oferecer teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial terão acesso a teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço começa neste mês nas cidades de Recife e Rio de Janeiro e deve ser ampliado para todo o país até junho.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de maio a iniciativa será expandida para municípios com mais de 150 mil habitantes e, no mês seguinte, chegará às demais cidades brasileiras.

A pasta informou que a expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano. A ação é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O acesso ao serviço poderá ocorrer por meio de encaminhamento de unidades da atenção primária, como unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção. Também será possível buscar atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de um miniapp que deve entrar em funcionamento no fim do mês.

Como funciona?

Na plataforma, a usuária fará um cadastro inicial para avaliação da situação de violência. A partir das informações registradas, o sistema enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento.

Segundo o ministério, a primeira consulta terá como objetivo identificar riscos, rede de apoio e demandas da paciente, além de articular o atendimento com serviços de referência.

“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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