“Sem a torcida fica difícil”, desabafa Pulga após vaias na Arena Fonte Nova
Após a eliminação na segunda fase preliminar da Libertadores, no meio de semana, o Esquadrão voltou a campo sob vaias e gritos de “time sem vergonha”

Autor de um dos gols no triunfo por 4 a 2 sobre a Juazeirense, que garantiu o Bahia na final do Campeonato Baiano 2026, Erick Pulga comentou o clima tenso na Arena Fonte Nova, neste sábado (28), marcado por protestos da torcida tricolor.
Após a eliminação na segunda fase preliminar da Libertadores, no meio de semana, o Esquadrão voltou a campo sob vaias e gritos de “time sem vergonha” e “time pipoqueiro”. O técnico Rogério Ceni e o atacante Ademir também foram alvos das manifestações.
Na zona mista, Pulga admitiu que o ambiente impacta o elenco. “A minha cabeça está muito tranquila. É difícil porque você é cobrado pelo seu rendimento em campo. Acho que faz parte, mas nunca deixei de trabalhar. Fico feliz pelo apoio de muitos jogadores, que me abraçaram ali e me deram confiança”, afirmou.
O ponta destacou a importância do apoio vindo das arquibancadas, sobretudo em momentos de pressão. “É muito difícil nesses momentos porque a gente precisa do nosso torcedor. Eles apoiam bastante a gente. Hoje também apoiaram, mas tiveram vaias. É difícil para a gente, jogadores, gerenciar isso. Se o torcedor não estiver com a gente, fica mais difícil ainda”, desabafou.
Apesar do cenário recente, o atacante valorizou a campanha na temporada. “Acho que nossa temporada está sendo uma das melhores. Jogar 16 jogos, vencer 15 e ter uma derrota é duro, ainda mais sendo para um clube da Libertadores. Mas não tem o que lamentar. Futebol é assim, você já tem outra decisão pela frente”, completou.
Com a classificação assegurada no estadual, o Bahia agora aguarda a definição do adversário na final do Baianão.



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