Salvador Acolhe bate recorde e atinge 100% de ocupação durante o Carnaval
O programa surgiu em 2024, quando 470 filhos de ambulantes foram acolhidos. De lá para cá, o crescimento foi de 28%

O Salvador Acolhe, serviço da Prefeitura de Salvador voltado para os filhos de trabalhadores do Carnaval, bateu recorde e atendeu 601 crianças e adolescentes nesta segunda-feira (16), penúltimo dia oficial de festa. Eram 600 vagas disponíveis para este ano. O programa surgiu em 2024, quando 470 filhos de ambulantes foram acolhidos. De lá para cá, o crescimento foi de 28%.
Na prática, o programa oferece espaços para atender os filhos dos ambulantes e catadores credenciados para o Carnaval. Enquanto os pais trabalham, eles são cuidados por uma equipe multidisciplinar em escolas próximas aos circuitos oficiais da folia.
São acolhidos crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, em locais que contam com berçário, áreas de descanso, atividades educativas, lazer, refeições diárias, entre outros serviços, tudo de forma gratuita. O acolhimento funciona 24h, até a Quarta-feira de Cinzas.
A secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, disse que ultrapassar as 600 vagas mostra a confiança do público alvo no Salvador Acolhe e na Prefeitura.
“Esse recorde é reflexo de uma gestão que trata a proteção das crianças como prioridade e que faz política pública com responsabilidade e presença. É um trabalho de muitas mãos, com parcerias, órgãos públicos e equipes que atuam 24 horas por dia, com muita dedicação, para garantir que cada criança se sinta segura, acolhida e confortável enquanto mães e pais trabalham nos sete dias oficiais de Carnaval”, afirmou.
A vice-prefeita Ana Paula Matos destacou a importância do serviço principalmente para mães solo e lembrou que a Prefeitura também forneceu transporte gratuito e alimentação para os ambulantes durante o Carnaval.
“Especialmente para as mulheres, é uma rede de apoio muito forte. A gente viu historicamente mães levando as crianças nos isopores e isso não acontece mais. A gente está aumentando ano a ano o número de vagas. Esse ano já abrimos com 600 e aumentamos a equipe no meio do percurso, justamente porque tinham muitas crianças pequenas”, afirmou a vice-prefeita.
Perfil
A Escola Hildete Lomanto, no Garcia, concentra um terço dos atendimentos. A maioria dos acolhidos tem até 6 anos (53%), e de 7 a 11 anos (31%), o que confirma a forte demanda por cuidado infantil. Os meninos são 55% dos atendidos e meninas, 45%.
Em relação ao perfil racial, 91% das crianças e adolescentes acolhidos são pretas ou pardas, e 63% recebem algum benefício social. Até o momento, foram atendidas 39 pessoas com deficiência, sendo que 51% delas têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
No balanço desta segunda de Carnaval, a SPMJ também registrou uma ocorrência de violência sexual e quatro casos de agressão física contra mulheres nos circuitos.



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