Salário mínimo sobe para R$ 1.621 e isenção do IR até R$ 5 mil começa a valer
Nova regra beneficia milhões de trabalhadores e altera a tributação sobre salários e dividendos

O novo salário mínimo no Brasil passou a valer a partir desta quinta-feira (1º), com reajuste para R$ 1.621. O aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou 4,18% em 12 meses. O valor anterior era de R$ 1.518.
Além do reajuste salarial, entrou em vigor também a reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro, que amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A mudança beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo estimativa do governo federal.
Com a nova regra, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil ficam totalmente isentos do pagamento do IR. Já quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá um desconto gradual no imposto, evitando saltos bruscos na tributação. Para rendimentos acima desse valor, permanece a tabela progressiva atual, com alíquotas de até 27,5%.
O impacto das mudanças será sentido já na folha de pagamento de janeiro, com redução imediata da retenção do imposto na fonte. No entanto, a nova regra não altera a declaração do Imposto de Renda de 2026, que ainda se refere ao ano-base 2025. As mudanças passam a valer integralmente na declaração de 2027, referente ao ano-base 2026.
Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 25,4 bilhões, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado a contribuintes de alta renda. Pessoas com rendimento anual acima de R$ 600 mil passarão a pagar uma alíquota mínima progressiva, que pode chegar a 10%, incluindo rendimentos como salários elevados, lucros e dividendos.
Dividendos acima de R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa, também passam a ser tributados na fonte em 10%, medida que afeta principalmente grandes empresários e acionistas.
De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando consumo, renda e arrecadação, mesmo em um cenário de maior rigor fiscal.



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