“Quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando”, diz Éden Valadares ao criticar ação de Trump na Venezuela
Secretário do PT afirma que invasão dos EUA à Venezuela não é disputa ideológica, mas ataque ao multilateralismo

O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, fez um alerta contundente neste domingo (4) sobre a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, o dirigente petista afirmou que o episódio vai muito além de uma disputa ideológica entre esquerda e direita, classificando a ação como um grave ataque ao multilateralismo e à soberania dos países.
Segundo Éden, parte da direita brasileira tem adotado uma visão “limitada e míope” diante da gravidade do ocorrido. Para ele, o debate não pode ser reduzido a um embate político tradicional. “É preciso afastar a visão rasa, binária e maniqueísta de que isso é uma questão entre direita e esquerda. Não é”, afirmou.
O dirigente destacou que líderes de direita em diversos países, como Uruguai, França, Itália e Reino Unido, também condenaram a arbitrariedade da ação norte-americana. De acordo com Éden, o cenário revela um conflito entre autoritarismo e multilateralismo, e não entre campos ideológicos.
“A arbitrariedade é assim: quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando”, alertou o secretário, ao defender que o precedente aberto pela ação dos Estados Unidos pode atingir qualquer nação no futuro.
Éden Valadares também criticou o uso do termo “captura” para se referir ao ocorrido. Para ele, os Estados Unidos não possuem autoridade nem legitimidade para deter o presidente de um país soberano. “Só pode capturar quem tem autoridade e legitimidade. Não foi o caso”, ressaltou.
O petista reforçou que existem organismos internacionais responsáveis por regular as relações entre os países, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e tribunais internacionais, e que o presidente norte-americano Donald Trump não pode usurpar essas atribuições.
Por fim, Éden condenou o que classificou como postura autoritária do governo norte-americano e defendeu o respeito à democracia e à autodeterminação dos povos. “Trump não tem delegação para ser xerife do mundo. Existem leis, tratados e instituições internacionais que estão sendo rasgados diante dos olhos do mundo”, concluiu.



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