Proposta de “bueiros inteligentes” pode reduzir alagamentos em Salvador
Indicação apresentada na ALBA sugere uso de tecnologia em pontos críticos da capital para minimizar impactos das chuvas

O enfrentamento aos transtornos provocados pelas fortes chuvas em Salvador pode ganhar reforço tecnológico. O deputado Paulo Câmara (PSDB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma indicação ao prefeito Bruno Reis para a instalação de “bueiros inteligentes” em áreas críticas da capital. A iniciativa busca prevenir alagamentos recorrentes que atingem a cidade.
Entre abril e julho, período de chuvas mais intensas, Salvador costuma registrar impactos significativos na mobilidade e na rotina da população. O volume elevado de precipitações expõe fragilidades urbanas, provocando alagamentos, quedas de árvores, desabamentos de muros e deslizamentos de terra, sobretudo em regiões periféricas e áreas de encosta.
De acordo com o parlamentar, bairros como Itapuã, Calabar, Pituba e a região da Cidade Baixa estão entre os mais afetados. “O impacto no cotidiano é drástico, o trânsito entra em colapso e moradores lidam com a perda de móveis e eletrodomésticos devido à invasão da água em suas casas. Em situações extremas, as ruas alagadas chegam a exigir o uso de embarcações improvisadas, como caiaques, para o deslocamento da população”, afirmou.
A proposta aposta em tecnologia de baixo custo e alta eficiência. Os chamados “bueiros inteligentes” contam com sistemas de retenção de resíduos e sensores de volume de água, permitindo maior controle do escoamento.
“A principal causa do agravamento das enchentes urbanas é a obstrução do escoamento provocada pelo descarte irregular de lixo. Ao reter esses resíduos, o sistema garante que a água tenha passagem livre pela rede pluvial”, explicou.
Como referência, a indicação cita a experiência do município de Santo André, onde a tecnologia foi incorporada às políticas de prevenção e adaptação a eventos climáticos extremos. “A cidade paulista transformou a tecnologia em uma aliada fundamental nas suas políticas de prevenção, adaptação e resiliência contra eventos climáticos extremos”, justificou.



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