Projeto Mares retoma ações de restauração coralínea e Educação Ambiental na Ilha de Itaparica
ONG PRÓ-MAR e Petrobras unem esforços para regenerar ecossistemas marinhos e apoiar comunidades locaisA restauração de recifes de corais na Ilha de Itaparica ganha novo impulso com a retomada, neste mês de março, do Projeto Mares, iniciativa da ONG socioambientalista PRÓ-MAR, que conta com a parceria da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Nesta nova etapa, que se estenderá por quatro anos, serão cultivadas e implantadas 5 mil colônias de Millepora alcicornis, espécie nativa conhecida popularmente como Coral-de-Fogo, na Área de Proteção Ambiental Recife das Pinaúnas, contribuindo para a recuperação de um dos ecossistemas mais importantes da região. O Projeto Mares atua na restauração de recifes de corais e amplia o trabalho iniciado em 2023 e 2024, quando foram realizados monitoramento e restauração coralínea em uma área de 1,5 km² no recife das Pinaúnas, na Ilhota, em Mar Grande. Na ocasião, mais de 1,6 mil colônias de Coral-de-Fogo foram cultivadas e implantadas, promovendo regeneração ambiental e fortalecendo a biodiversidade marinha. Para o coordenador geral do projeto, José Roberto Pinto, o Zé Pescador, a retomada representa mais que a continuidade de um trabalho técnico. “O Projeto Mares nasce da nossa relação histórica com o mar. Restaurar os recifes é proteger a vida marinha, garantir alimento, renda e futuro para as comunidades que dependem desse ecossistema. Cada colônia implantada é um passo na reconstrução desse patrimônio natural”, afirma. Segundo Zé Pescador, os recifes de corais desempenham papel essencial na proteção da linha de costa, manutenção da biodiversidade e equilíbrio dos ambientes marinhos. “Ao investir no cultivo e implantação de Millepora alcicornis, espécie estruturante para a formação recifal, o projeto contribui diretamente para o aumento da complexidade do habitat e para a atração de diversas espécies associadas”, acrescenta. O coordenador científico, Biólogo Doutor Ricardo Miranda, ressalta a importância do rigor técnico nesta fase. “Estamos aplicando protocolos de monitoramento que promovem acompanhamento sistematizado da saúde recifal e das ações de restauração ativa que ampliam a densidade das colônias de Coral-de-Fogo, que servem de habitat para diversas outras espécies no recife. A meta de 5 mil colônias representa um avanço significativo na escala de recuperação do recife das Pinaúnas, ampliando os resultados já alcançados na fase anterior”, explica. Além do impacto ambiental, o Projeto Mares mantém a Educação Ambiental como eixo estruturante. Segundo o professor Geraldo Fonseca, coordenador da área, “Nesta segunda fase do Projeto Mares, o trabalho da Educação Ambiental é continuar a sensibilização junto às crianças, jovens e adolescentes através de formação continuada para os gestores e docentes, para que dentro do currículo escolar a cultura oceânica seja fortalecida e materializada em ações concretas de cuidado com a fauna e flora marinha nesta e nas próximas gerações”. As ações do Projeto Mares também estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, promovendo integração entre desenvolvimento social, econômico e ambiental. A iniciativa contribui especialmente para: ODS 14 – Vida na Água, conservando oceanos, mares e recursos marinhos; ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, fortalecendo ecossistemas costeiros como barreiras naturais; ODS 4 – Educação de Qualidade, inserindo cultura oceânica no currículo escolar; ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, apoiando comunidades que dependem de recursos marinhos. “Com a ampliação do número de colônias cultivadas e implantadas e o fortalecimento das ações educativas e de monitoramento, o Projeto Mares reafirma seu compromisso com a recuperação dos recifes de corais, a valorização do conhecimento local e a construção de um futuro mais sustentável para a Ilha de Itaparica”, conclui Zé Pescador.

A restauração de recifes de corais na Ilha de Itaparica ganha novo impulso com a retomada, neste mês de março, do Projeto Mares, iniciativa da ONG socioambientalista PRÓ-MAR, que conta com a parceria da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Nesta nova etapa, que se estenderá por quatro anos, serão cultivadas e implantadas 5 mil colônias de Millepora alcicornis, espécie nativa conhecida popularmente como Coral-de-Fogo, na Área de Proteção Ambiental Recife das Pinaúnas, contribuindo para a recuperação de um dos ecossistemas mais importantes da região.
O Projeto Mares atua na restauração de recifes de corais e amplia o trabalho iniciado em 2023 e 2024, quando foram realizados monitoramento e restauração coralínea em uma área de 1,5 km² no recife das Pinaúnas, na Ilhota, em Mar Grande. Na ocasião, mais de 1,6 mil colônias de Coral-de-Fogo foram cultivadas e implantadas, promovendo regeneração ambiental e fortalecendo a biodiversidade marinha.
Para o coordenador geral do projeto, José Roberto Pinto, o Zé Pescador, a retomada representa mais que a continuidade de um trabalho técnico. “O Projeto Mares nasce da nossa relação histórica com o mar. Restaurar os recifes é proteger a vida marinha, garantir alimento, renda e futuro para as comunidades que dependem desse ecossistema. Cada colônia implantada é um passo na reconstrução desse patrimônio natural”, afirma.
Segundo Zé Pescador, os recifes de corais desempenham papel essencial na proteção da linha de costa, manutenção da biodiversidade e equilíbrio dos ambientes marinhos. “Ao investir no cultivo e implantação de Millepora alcicornis, espécie estruturante para a formação recifal, o projeto contribui diretamente para o aumento da complexidade do habitat e para a atração de diversas espécies associadas”, acrescenta.
O coordenador científico, Biólogo Doutor Ricardo Miranda, ressalta a importância do rigor técnico nesta fase. “Estamos aplicando protocolos de monitoramento que promovem acompanhamento sistematizado da saúde recifal e das ações de restauração ativa que ampliam a densidade das colônias de Coral-de-Fogo, que servem de habitat para diversas outras espécies no recife. A meta de 5 mil colônias representa um avanço significativo na escala de recuperação do recife das Pinaúnas, ampliando os resultados já alcançados na fase anterior”, explica.
Além do impacto ambiental, o Projeto Mares mantém a Educação Ambiental como eixo estruturante. Segundo o professor Geraldo Fonseca, coordenador da área, “Nesta segunda fase do Projeto Mares, o trabalho da Educação Ambiental é continuar a sensibilização junto às crianças, jovens e adolescentes através de formação continuada para os gestores e docentes, para que dentro do currículo escolar a cultura oceânica seja fortalecida e materializada em ações concretas de cuidado com a fauna e flora marinha nesta e nas próximas gerações”.
As ações do Projeto Mares também estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, promovendo integração entre desenvolvimento social, econômico e ambiental. A iniciativa contribui especialmente para:
- ODS 14 – Vida na Água, conservando oceanos, mares e recursos marinhos;
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, fortalecendo ecossistemas costeiros como barreiras naturais;
- ODS 4 – Educação de Qualidade, inserindo cultura oceânica no currículo escolar;
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, apoiando comunidades que dependem de recursos marinhos.
“Com a ampliação do número de colônias cultivadas e implantadas e o fortalecimento das ações educativas e de monitoramento, o Projeto Mares reafirma seu compromisso com a recuperação dos recifes de corais, a valorização do conhecimento local e a construção de um futuro mais sustentável para a Ilha de Itaparica”, conclui Zé Pescador.



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