Primeira Casa da Igualdade Racial do Brasil é inaugurada e promete acolhimento inédito para vítimas de racismo

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Primeira Casa da Igualdade Racial do Brasil é inaugurada e promete acolhimento inédito para vítimas de racismo
Foto: Divulgação/ Ministério da Igualdade Racial

O Ministério da Igualdade Racial (MIR) inaugurou, nesta sexta-feira (20), a primeira Casa da Igualdade Racial do Brasil, localizada no centro do Rio de Janeiro. O espaço foi criado com o objetivo de acolher principalmente a população negra e facilitar o acesso a políticas públicas já existentes.

A unidade começa a atender o público a partir de segunda-feira (23), das 9h às 17h, com intervalo entre 12h e 14h. O endereço é Avenida República do Paraguai, 230.

De acordo com o ministério, a Casa foi concebida como um equipamento público de referência, voltado à redução das desigualdades raciais no país. A proposta é oferecer orientação, acolhimento e encaminhamento para serviços essenciais.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou que a criação do espaço atende a uma demanda da sociedade civil, especialmente de pessoas que enfrentam situações de racismo e não encontram suporte adequado.

“Só de ter esse lugar, para ter uma orientação, com acolhimento, para mim, é algo para além de inédito, é algo que eu estou muito orgulhosa de conseguir estar entregando isso em 2026, mas a expectativa é que a gente possa expandir isso para todo o Brasil”, disse.

Segundo a ministra, os profissionais que atuarão no local foram capacitados para oferecer atendimento qualificado e orientação às pessoas que buscarem apoio.

“As pessoas que aqui precisarem de acesso ao Suas [Sistema Único de Assistência Social], por exemplo, a gente vai poder encaminhar, a gente vai poder fazer esse contato direto”, explicou.

Além do acolhimento, a Casa da Igualdade Racial oferecerá orientação jurídica e apoio psicossocial para vítimas de racismo. O serviço também fará articulação com áreas como saúde, educação, assistência social, direitos humanos e cultura, por meio do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).

O espaço contará ainda com atividades permanentes voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira, incluindo oficinas, formações, rodas de conversa e ações educativas.

Também estão previstas iniciativas de incentivo ao empreendedorismo negro, capacitação profissional, acesso a novas tecnologias e apoio à inserção no mercado de trabalho.

Ainda em 2026, o ministério pretende expandir o projeto para outras cidades, como Fortaleza, Pelotas (RS), Salvador, Contagem (MG) e Itabira (MG).

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