Prefeitura reforça apoio a trabalhadores no Carnaval com transporte, alimentação e acolhimento
As ações integram o Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente, do Empreendedorismo e do Desenvolvimento Econômico

Trabalhar no Carnaval de Salvador não é uma tarefa fácil. Por isso, a Prefeitura implementou um conjunto de políticas públicas para apoiar vendedores ambulantes, catadores de materiais recicláveis, cordeiros e outros profissionais que atuaram durante a festa. As ações integram o Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente, do Empreendedorismo e do Desenvolvimento Econômico, elaborado pelo município em parceria com outros órgãos.
Na prática, os impactos se refletiram em diversas áreas. Neste ano, os trabalhadores receberam um cartão-transporte com direito a acompanhante para se deslocarem até os circuitos oficiais, de forma totalmente gratuita. Além disso, as linhas especiais Buzu da Folia (Lapa x Calabar e Lapa x Garibaldi) transportaram, sozinhas, 2,5 milhões de passageiros, muitos deles a caminho do trabalho durante o Carnaval.
A garantia de alimentação também foi um dos destaques. Ao todo, foram distribuídas 17 mil refeições: 10.552 almoços diários nos Restaurantes Populares destinados a ambulantes credenciados e 7.311 cafés da manhã, almoços e lanches entregues aos catadores por meio do projeto CataFolia.
Para assegurar condições de higiene e descanso, a Prefeitura implantou seis Centros de Acolhimento: dois no circuito Osmar (Campo Grande) e quatro no circuito Dodô (Barra/Ondina). Nos espaços, os trabalhadores puderam tomar banho e acessar outros serviços de higiene pessoal. De quinta-feira (12) até a terça-feira de Carnaval (17), foram registradas 17 mil visitas.
Salvador Acolhe
Outra medida importante foi o Salvador Acolhe, que transformou escolas municipais em espaços de abrigo e cuidado para filhos de trabalhadores durante a festa. A iniciativa bateu recorde: embora inicialmente tenham sido disponibilizadas 600 vagas, 601 crianças e adolescentes foram acolhidos, o maior número desde a criação do projeto, no Carnaval de 2024.
Enquanto os pais trabalhavam, os filhos permaneceram em segurança. A maioria das crianças atendidas tinha até 6 anos (52,9%). Houve destaque para o aumento do público de 0 a 1 ano: 76 bebês (12,6%), incluindo uma recém-nascida de apenas dois meses. A faixa etária de 7 a 11 anos representou 31,1% do total. Também foram acolhidas 39 crianças com deficiência (6,5%). Do total de atendidos, 90% são pretos ou pardos.



Comentários: