Piloto preso por exploração sexual pagava familiares para abusar de menores
Segundo as investigações, o homem pagava mães e avós para ter acesso a meninas e também remunerava familiares pelo envio de fotos e vídeos das vítimas

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, um piloto suspeito de liderar uma rede de exploração sexual e pornografia infantil. Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, o homem pagava mães e avós para ter acesso a meninas e também remunerava familiares pelo envio de fotos e vídeos das vítimas.
De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, a apuração teve início há três meses e indica que o suspeito exercia papel central no esquema criminoso. “Tudo aponta que ele é o líder dessa rede de exploração e pornografia infantil. Ele mantinha contato direto com algumas vítimas e as levava para motéis utilizando documentos de pessoas maiores de idade. Uma das meninas começou a ser abusada aos 8 anos e hoje tem 12”, afirmou.
A prisão ocorreu durante a operação Apertem os Cintos, deflagrada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, vinculada ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Além do piloto, duas mulheres foram presas. Uma delas, uma avó de 55 anos, é suspeita de ter entregue três netas, de 10, 12 e 14 anos, ao investigado. A outra é uma mãe que teria cedido a própria filha ao criminoso, mesmo tendo conhecimento dos abusos, além de colaborar com o envio de fotos e vídeos da criança.
“Quando havia contato físico com essas crianças, ele cometia estupro. Uma das vítimas apresenta diversos ferimentos e foi agredida recentemente, em um motel”, relatou a delegada.
Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.



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