Opinião: Libertadores rasga o discurso, expõe a realidade e coloca projeto do Bahia sob julgamento

Por Brenner Menezes
A queda do Bahia na Libertadores não é apenas uma eliminação. É um alerta! Um choque de realidade, pois mesmo com um investimento alto, o clube não consegue transformar investimento em protagonismo continental.
O discurso é de reconstrução sólida, planejamento a longo prazo e competitividade internacional. Mas Libertadores não perdoa discurso e foi exatamente aí que o Bahia falhou contra o Internacional, América de Cali, Fluminense e O´Hinggs.
Rogério Ceni precisa assumir o peso desse momento. Não se trata de caça às bruxas, mas de responsabilidade técnica. Em jogos grandes, o time vem oscilando. Falta agressividade quando precisava propor, equilíbrio quando precisa segurar. Libertadores é detalhe, e detalhe é treino, é repetição, é preparo mental.
O planejamento do Grupo City sempre foi vendido como diferencial. Estrutura, análise de mercado, metodologia europeia, visão de longo prazo. Tudo isso é importante, mas futebol brasileiro exige adaptação à realidade local.
Competição sul-americana não se vence apenas com projeto bonito no papel. É preciso montagem de elenco com perfil cascudo, jogadores acostumados a decisão, além de reposições à altura durante a temporada.
E o cenário preocupa ainda mais olhando para 2026. Sem calendário internacional, o Bahia perde vitrine, perde receita, perde atratividade esportiva. Fica restrito às competições nacionais onde não há perspectiva de título no momento. Para um clube que busca consolidação continental, ficar fora é um retrocesso no processo.
A eliminação precisa virar ponto de virada. Ou o projeto mostra força para corrigir rota, ou corre o risco de virar promessa permanente.



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