Operação prende vereador e revela esquema de fraude em contratos públicos
Investigação aponta atuação de organização criminosa com servidores, empresários e agentes políticos em contratos do Legislativo municipal

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Kit Dispensa, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes em processos licitatórios ligados à Câmara Municipal de Sobradinho, no norte do estado.
Entre os detidos está um vereador do município de Sobradinho, autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e também alvo de mandado de prisão temporária por organização criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Territorial local, o grupo seria composto por servidores públicos, agentes políticos, empresários e um assessor jurídico. A estrutura atuaria de forma articulada para simular processos legais e direcionar contratos a empresas previamente escolhidas, sem concorrência efetiva. Em alguns casos, segundo a apuração, os serviços contratados sequer eram executados.
As diligências ocorreram também nos municípios de Juazeiro, Petrolina e Filadélfia. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Durante a operação, equipes apreenderam dois revólveres calibre .38, uma espingarda calibre .28, cinco veículos com decisão judicial de sequestro, além de celulares, contratos e documentos diversos.
Os sete investigados tiveram mandados de prisão temporária cumpridos e permanecem custodiados, à disposição do Poder Judiciário. O material recolhido foi encaminhado para perícia, dando continuidade ao inquérito.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou o afastamento do vereador investigado e de um assessor jurídico por 90 dias, além do bloqueio de bens. Segundo o delegado Fernando Barros, titular da Delegacia Territorial, “A Justiça determinou o bloqueio de até um milhão de reais das empresas e de até 500 mil reais das pessoas envolvidas, podendo chegar ao total de R$ 12 milhões.”
A operação contou com apoio de unidades policiais da região, incluindo equipes especializadas em investigações e repressão a crimes patrimoniais.



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