Operação mira grupo que fabricava e vendia armas de impressoras 3D para facções

Uma operação policial foi deflagrada para desarticular um grupo suspeito de fabricar e comercializar armas produzidas com impressoras 3D. A ação ocorreu na Bahia e em outros dez estados do país, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização investigada por abastecer facções criminosas.
De acordo com as investigações, o grupo produzia armamentos e acessórios utilizando tecnologia de impressão 3D e vendia os equipamentos pela internet. As negociações eram realizadas principalmente em ambientes virtuais e, em alguns casos, os pagamentos eram feitos por meio de criptomoedas para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
A polícia identificou que um dos principais envolvidos seria um engenheiro especializado em controle e automação. Ele teria elaborado um manual com mais de 100 páginas ensinando, passo a passo, como fabricar armas com peças impressas em 3D e componentes de fácil acesso. O material permitia que pessoas com conhecimento intermediário na tecnologia conseguissem montar o armamento em poucas semanas.
Ainda segundo as investigações, o grupo também produzia carregadores alongados e outros acessórios para pistolas em casa e comercializava os produtos em plataformas on-line. Entre 2021 e 2022, pelo menos 79 compradores adquiriram materiais do esquema, que posteriormente passou a utilizar outros canais digitais e ambientes clandestinos para ampliar a rede de vendas.
As autoridades apontam que o material produzido pelo grupo teria sido adquirido por integrantes de facções criminosas, além de facilitar o acesso de outros grupos à tecnologia de fabricação de armas. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o alcance da rede de distribuição do armamento ilegal.



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