“Não pode apitar nunca mais”: revolta explode após Mirassol x Bahia
Dirigentes do Mirassol disparam contra árbitro após lance polêmico e clima esquenta no fim da partida

O apito final não encerrou o jogo — pelo contrário, foi ali que a tensão começou. O triunfo do Bahia sobre o Mirassol terminou cercado de polêmica e revolta, com dirigentes do clube paulista subindo o tom contra a arbitragem.
Sem coletiva do técnico Rafael Guanaes, quem apareceu para falar foram os diretores Juninho Antunes e Paulinho — e o discurso foi direto, sem filtro.
“Uma das maiores vergonhas”
Executivo de futebol do Mirassol, Paulinho não poupou palavras ao comentar a atuação da arbitragem, comandada por Paulo César Zanovelli.
Segundo ele, o comportamento do juiz durante a partida ultrapassou qualquer limite.
“Um árbitro que fala para o meu atleta chorar no vestiário não pode apitar nunca mais. Foi uma das maiores vergonhas que já vi”, disparou.
Apesar das críticas, o dirigente afirmou que o clube também assume responsabilidade pelo resultado, mas reforçou que, na visão deles, a arbitragem teve impacto direto no desfecho do jogo.
O lance que incendiou o jogo
A principal reclamação gira em torno do gol que garantiu o triunfo do Bahia, marcado por Sanabria aos 43 minutos do segundo tempo.
O lance aconteceu logo após um possível contato envolvendo o lateral Gilberto e o atacante Negueba. O Mirassol pediu falta na jogada.
Mesmo com revisão do VAR, conduzida por Wagner Reway, a arbitragem decidiu validar o gol — decisão que ampliou ainda mais a insatisfação do time paulista.
Acusações de desrespeito
Além do lance polêmico, os dirigentes também relataram episódios de desrespeito durante as reclamações em campo.
De acordo com eles, o árbitro teria mandado os jogadores “chorarem no vestiário”, enquanto um dos assistentes teria adotado postura agressiva, chegando a “chamar pessoas para brigar”.
As falas aumentaram o clima de indignação e levantaram questionamentos sobre a postura da arbitragem brasileira.
Revolta também dentro de campo
As críticas não ficaram restritas à diretoria. O zagueiro João Victor também se manifestou e classificou a atuação da arbitragem como “vergonhosa”.
Na avaliação do jogador, houve uma tentativa de interferência excessiva no jogo.
Clima quente e pressão por mudanças
O episódio reacende o debate sobre a arbitragem no futebol brasileiro, especialmente em jogos decisivos e com uso do VAR.
Do lado do Mirassol, o discurso é de que o clube vai levar a situação até o fim e cobrar providências.



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