Muniz afirma que não atropelará debate do PDDU: “Sem pressa”
Presidente da Câmara também define votação para projeto de segurança pública

O cenário político de Salvador em 2026 promete ser movimentado, não apenas pelas eleições, mas por pautas fundamentais que impactam diretamente o cotidiano da capital baiana.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz, reafirmou em entrevista nesta terça-feira, 3, que o compromisso da Casa com a participação popular e a eficiência legislativa, mesmo em um ano eleitoral.
Revisão do PDDU
Um dos temas mais aguardados é o envio do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
Segundo Muniz, a Câmara aguarda a conclusão de estudos técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) antes que o texto passe pelo Executivo e chegue ao Legislativo.
“Na realidade, a gente vai aguardar o estudo que está sendo feito pela FGV, para que o mais rápido possível vá para o Executivo Municipal e que seja enviado para a Câmara Municipal”, disse o presidente.
Para tranquilizar os cidadãos, o presidente garantiu que a votação não será feita “a toque de caixa”:
- 20 Audiências Públicas: Estão previstas, no mínimo, duas dezenas de debates.
- Descentralização: 10 audiências ocorrerão diretamente nas Prefeituras-Bairro, facilitando o acesso da população.
- Representatividade: Outras 10 serão definidas pelas lideranças partidárias da Casa.
“O povo de Salvador pode ficar tranquilo: nós não vamos votar o PDDU apressadamente”, acrescentou.
Segurança Pública
Além do planejamento urbano, a Segurança Pública surge como prioridade. Na Casa, tramita projeto do Executivo que cria um plano exclusivo sobre o tema voltado para a capital baiana.
À imprensa, o presidente garantiu que o novo projeto deve ir à votação já em março.
“Nós estamos dando 30 dias para que seja estudado, tanto pela oposição como pela situação, e que todas aquelas dúvidas sejam tiradas. E o que vier de emenda seja colocado em plenário para ser votado, para que a decisão seja dos vereadores”, disse.
Ano Eleitoral
Questionado sobre o risco de as eleições municipais travarem a pauta da Câmara, Carlos Muniz foi enfático ao dizer que o cronograma está “cronometrado”. O objetivo é garantir que projetos de benefício público não sofram atrasos, mantendo o equilíbrio entre o debate político e a necessidade de entregas para a cidade.



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