Marta Rodrigues critica gestão ambiental do prefeito 

Vereadora diz que Salvador vai na contramão por não atender às pautas da emergência climática

Política Salvador
Marta Rodrigues critica gestão ambiental do prefeito 
Foto: Antonio Queiros

Em debate na sessão ordinária de terça-feira (11), na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) voltou a criticar o prefeito Bruno Reis “por não ter em sua gestão uma política ambiental adequada e que atenda às pautas da emergência climática”. 

Com o anúncio de verões cada vez mais quentes, a vereadora disse que o prefeito vai na contramão do mundo ao vender imensas áreas verdes na cidade sem transparência e sem debate com a população: “Áreas, inclusive, que deviam servir para a construção de escolas e postos de saúde. O prefeito permite que o trator passe, permite a construção de espigões nas praias, destrói áreas de restinga, enche a cidade de concreto e enquanto isso a bancada do prefeito tenta enviesar o debate”. 

Segundo a vereadora, uma das principais desculpas da Prefeitura para vender os terrenos públicos é de que as áreas verdes estão degradadas e antropizadas. “A venda de áreas verdes da cidade colocou Salvador como um pária ambiental, uma vez que cotidianamente tem caminhado de encontro às questões da emergência climática e da agenda global de luta pelo meio-ambiente”, comentou. 

Marta Rodrigues pontua que, enquanto o Brasil retomou a respeitabilidade na agenda ambiental, sendo escolhido para sediar COP 30 este ano, a Prefeitura vai na contramão. 
“A emergência climática é uma das questões políticas centrais da democracia atual. É um compromisso com o futuro da cidade. Já vivemos uma alteração no clima perceptível e este Verão nos mostra isso. A cidade de Bruno Reis é para quem anda no ar-condicionado”, disse. 

Contrapartidas

A vereadora lembrou, ainda, a destruição do meio ambiente e o aquecimento global provocado pela “especulação imobiliária desenfreada” colocaram a cidade entre as cinco capitais mais quentes do país. “Todo dia, o que assistimos é a derrubada de arvores e a supressão de vegetação. Os poderes públicos e privados precisam apresentar contrapartidas urgentes para conter as mudanças climáticas”, declarou. 

A vereadora Marta Rodrigues lembra ainda que no bojo de desafetações em Salvador tem terrenos que deveriam servir par a construção de escolas e postos de saúde. “Ou realmente o pensamento da prefeitura é arcaico e não acompanha as demandas urgentes do mundo ou realmente é uma verdadeira serra elétrica”, diz Marta.

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