Março tem pior índice de mulheres atingidas por bala perdida; relembre
Apesar de ser considerado o mês da mulher, elas não saíram ilesas da violência

Apesar de março ser considerado o mês das mulheres, elas não saíram ilesas diante do avanço da violência na Bahia.
De acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto Fogo Cruzado, a violência armada atingiu atingiu 16 mulheres no mês, o maior número de vítimas femininas registrado em um único período em 2025.
Das seis mulheres atingidas por bala perdida em março, duas eram idosas (uma morreu e outra ficou ferida) e uma era adolescente, que ficou ferida. Três dessas mulheres foram identificadas racialmente como negras. Além disso, quatro dessas vítimas foram baleadas durante operações policiais: três morreram e uma ficou ferida.
O Instituto Fogo Cruzado considera vítimas de bala perdida pessoas mortas ou feridas em situações nas quais não tenham nenhuma participação ou influência sobre os disparos de arma de fogo.
Veja os bairros onde tiveram vítimas femininas de bala perdida
Trobogy – 1 morta
Mussurunga – 1 ferida
Centro – 1 ferida
Narandiba – 1 morta e outra ferida
Vale da Pedrinhas – 1 morta
Dos dados mencionados, um dos mais marcantes foi a morte da dentista Larissa de Azevedo, na Avenida Paralela, próximo ao Trobogy, quando foi atingida por uma bala perdida ao tentar se proteger de um tiroteio no local.
A jovem, de 29 anos, estava na garupa de uma moto, a caminho do trabalho, no momento do ocorrido. Ela foi levada ao Hospital Roberto Santos, mas não resistiu aos ferimentos.
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