Líder de facção ligado à fuga em massa em Eunápolis é preso com arma em punho

“Tiba”, apontado como articulador da fuga de detentos e de atentado contra diretor de presídio, foi capturado em Ilha Grande após operação integrada.

Polícia
Líder de facção ligado à fuga em massa em Eunápolis é preso com arma em punho
Imagem: Divulgação MP e SSP

A atuação do crime organizado no Extremo Sul da Bahia sofreu um duro golpe neste domingo (18). Tiago da Silva Rocha, conhecido pelo vulgo “Tiba”, apontado como uma das principais lideranças de uma facção criminosa com atuação em Eunápolis e municípios da região, foi preso na cidade de Ilha Grande, no estado do Rio de Janeiro.

O investigado é acusado de ter articulado a fuga em massa de detentos registrada em dezembro de 2024 no presídio de Eunápolis, além de ser apontado como envolvido no atentado contra o diretor da unidade prisional, ocorrido em 2025.

Prisão após trabalho de inteligência

A captura foi resultado de uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio da unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), além da atuação integrada da Polícia Civil da Bahia, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Polícia Militar fluminense.

Segundo as autoridades, o trabalho envolveu meses de monitoramento, cruzamento de informações e acompanhamento da movimentação do suspeito fora do território baiano. Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros que estava em posse de “Tiba”.

O armamento será submetido à perícia e poderá ser relacionado a outros crimes investigados pelas forças de segurança.

Função estratégica na facção

De acordo com a Polícia Civil, Tiago da Silva Rocha exercia a função de gerente logístico da organização criminosa, sendo considerado peça-chave na engrenagem do grupo.

Entre suas atribuições estavam:

  • Coordenação do envio de drogas e armas para Eunápolis e região;
  • Definição de rotas utilizadas pelo tráfico;
  • Distribuição dos entorpecentes;
  • Pagamento de integrantes da facção;
  • Organização operacional das ações criminosas.

As investigações apontam que sua atuação era determinante para a manutenção da estrutura financeira e operacional da facção no Extremo Sul da Bahia.

Envolvimento em crimes de grande repercussão

“Tiba” é apontado como um dos principais articuladores da fuga em massa ocorrida em dezembro de 2024, quando diversos custodiados conseguiram escapar do presídio regional de Eunápolis, gerando forte repercussão em todo o estado.

Além disso, ele também é investigado por participação no atentado contra o diretor da unidade prisional, registrado em 2025, crime que elevou o nível de alerta no sistema penitenciário baiano e acelerou as ações das forças de segurança contra a organização criminosa.

Estrutura criminosa mapeada

Segundo o MPBA, a atuação conjunta entre as instituições permitiu mapear a estrutura operacional do grupo criminoso, identificar lideranças, funções internas e rotas utilizadas para o tráfico e transporte de armamentos.

O trabalho de inteligência também possibilitou reunir provas que reforçam a participação direta de “Tiba” nos crimes investigados, especialmente na fuga em massa de dezembro de 2024.

Novas fases da operação não estão descartadas e outras prisões podem ocorrer a partir das informações obtidas com a captura do investigado.

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