João Roma reage à prisão domiciliar de Bolsonaro: “Medida humanitária”
“Decisão que reconhece o óbvio”

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, afirmou nesta terça-feira (24) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro representa um reconhecimento necessário das condições de saúde do líder político, embora, segundo ele, tenha ocorrido de forma tardia.
Ao comentar a medida, Roma destacou que a decisão corrige uma situação que, na sua avaliação, já não poderia mais se sustentar diante do quadro clínico do ex-presidente.
“É uma decisão que reconhece o óbvio: ninguém pode ser submetido a um tratamento desumano, ainda mais diante de um quadro de saúde tão delicado. Estamos falando de um ex-presidente da República, com histórico de problemas de saúde graves, que mesmo assim foi mantido preso em condições incompatíveis com sua situação clínica. A prisão domiciliar é uma medida humanitária, ainda que tardia”, afirmou.
João Roma voltou a classificar a situação de Bolsonaro como desproporcional e criticou o tratamento dado ao ex-presidente ao longo do processo.
“Bolsonaro é um preso político. O que vimos até aqui foi um tratamento desproporcional e desumano, que não se justifica. Mesmo diante de internações, complicações e alertas médicos, ele permaneceu encarcerado. O Brasil assiste a um ex-presidente sendo submetido a um processo duro, marcado por sofrimento físico e psicológico”, disse.
O dirigente do PL afirmou ainda que a decisão traz alívio aos apoiadores do ex-presidente e destacou que Bolsonaro segue contando com o apoio de parcela significativa da população.
“O povo brasileiro acompanha tudo isso com atenção. E segue ao lado do presidente Bolsonaro, esperando que a verdade prevaleça e que a justiça seja feita de forma equilibrada e sem excessos. Nosso desejo agora é que o presidente Bolsonaro possa se recuperar plenamente e seguir firme na nossa missão de libertar o Brasil”, concluiu.



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